Flashes de uma experiência
- Há mais filtros em mim que a minha intenção: minhas ações não são fruto só das minhas intenções (que, em geral, são boas), mas também dos outros filtros que trago, do observador que sou no mundo.
- "Somos seres interpretativos" (Raphael Echeverría): não existe imparcialidade, inclusive quando vou me dispor a ouvir o outro. Só preciso é estar atenta para minhas emoções e para meu corpo, durante essa escuta, para trazer ao jogo aquilo que minha parcialidade traz.
- Como observadores, fazemos distinções. Distinção é a capacidade de destacar uma ideia ou objeto de seu pano de fundo. As distinções que faço têm a ver com a minha história de vida, com minhas crenças, e, mais importante (e assustador): AS COISAS QUE NÃO DISTINGO SIMPLESMENTE NÃO EXISTEM PARA MIM. Sabe aquela sensação de "como essa pessoa não está vendo isso?" que a gente de vez em quando tem? É que, talvez, para aquela pessoa aquela "realidade" tão óbvia para mim pode ser ser TRANSPARENTE... Que coisa, não?
- Tudo que acontece acontece no corpo. Cada emoção, cada palavra, vêm do corpo e nele se refletem. Não se pode ignorar isso, nem mesmo na nossa sociedade cibernética e asséptica.
- A emoção que estou gerando vai fazer com que aconteça o que eu quero que aconteça?: essa é uma pergunta fundamental. Você compra um celular e ele não funciona. Vai à loja e faz um escândalo, se desespera. Será que esse escândalo vai fazer com que o celular seja trocado? Pelo contrário, provavelmente vai é dificultar o atendimento.
- Você precisa SUSTENTAR sua vida. Para sustentar, precisa trabalhar corpo, emoção e linguagem.
- "Não entendo o que você diz, mas entendo sua inquietude".
- Indagação inefetiva é aquela em que expresso a minha inquietude e não procuro autenticamente a do outro.
- Movimento para baixo: estabilidade. Movimento para cima: criação. Movimento para frente: foco. Movimento para trás: acolhimento. (Interessante aqui é que a professora comentou que sugere flamenco para pessoas que estão buscando estabilidade... Não foi à toa que, intuitivamente, busquei a dança justo quando estava no período mais instável da minha vida, pós-separação... Definitivamente, não existem coincidências.)
- Livro legal para ler (aceito ganhar de alguém... rs): "O nascimento da era caótica", de Dee Hock.
- Em vez de procurar "o que tenho de fazer diferente?", indagar "o que eu aprendi com isso?", para trazer uma emocionalidade mais positiva para o jogo.


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