PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA - II
Agora, sobre "vocação" e originalidade.
"O bom mesmo é engatar cedo, ou quando puder, um bom romance consigo mesmo, para que nós mesmos nos apresentemos à vida, nos aprovando como processo e resultado. Encontremos nossa beleza no nosso próprio quintal. Vai por mim. Observemos qual é a vocação da nossa peculiaridade. Vamos dar trabalho para o nosso chefe: 'Posa, como é que eu vou mandar esse cara embora? Esse cara é único!'. Vamos marcar na história a nossa personalidade. Dedicamos com mais clareza o nosso afeto àqueles que se distinguem por sua originalidade. Deles contarão suas histórias. Os que ficam reproduzem, espalham para o saber do mundo aqueles interessantíssimos enredos de vida. Sugiro que vivamos com tanta personalidade que nos distingam como pais, mães, amigos, sogras, amantes, parceiros: 'Ah, esse vestido é a cara da Zulmira', 'Esse relógio é do Zanandré. Tá escrito'. Cuidado, humanidade, pecado é não ser original. Portanto repito e imploro: Sejamos originais. Honremos nossas digitais a ponto de podermos olhar nos olhos do outro e dizer com segurança: "Meu amor, você pode até partir agora, mas saiba que nunca mais vai encontrar alguém como eu!'". (p. 131)


para este post
Comente aqui!