É duro
Beatriz e eu vimos um casal dormindo num velho colchão, numa marquise em Juiz de Fora. Ela comentou que era muito triste dormir na rua (eram 6 e meia da manhã). Minha (pequena) experiência com os moradores de rua de Brasília, entretanto, me fez completar:
- Pelo menos estes têm colchão.
A realidade é dura, muito dura; as pessoas dormem no papelão, com um cobertor ralo por cima. Crianças, inclusive. Haja o frio que houver.
E ainda há pessoas que criticam o trabalho de distribuição de sopa e de conversa amiga que é feito na Rodoviária pelo centro espírita que frequento. Concordo que há necessidade de se estruturarem outros mecanismos para a promoção da dignidade humana, que um prato de sopa é muito pouco, mas, sinceramente, me parece bastante cômodo fazer esse tipo de crítica, sem que ações efetivas a acompanhem, mesmo porque, na prática, frio e fome são experiências muito fortes, que papeis e projetos inexequíveis não solucionam, mas um prato de sopa alivia.
- Pelo menos estes têm colchão.
A realidade é dura, muito dura; as pessoas dormem no papelão, com um cobertor ralo por cima. Crianças, inclusive. Haja o frio que houver.
E ainda há pessoas que criticam o trabalho de distribuição de sopa e de conversa amiga que é feito na Rodoviária pelo centro espírita que frequento. Concordo que há necessidade de se estruturarem outros mecanismos para a promoção da dignidade humana, que um prato de sopa é muito pouco, mas, sinceramente, me parece bastante cômodo fazer esse tipo de crítica, sem que ações efetivas a acompanhem, mesmo porque, na prática, frio e fome são experiências muito fortes, que papeis e projetos inexequíveis não solucionam, mas um prato de sopa alivia.


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