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Issanidades

 

Às Antigas

Vocês também têm dificuldade em estudar no computador?

Sou dependente de papéis, régua, lápis e caneta, onde posso fazer minhas observações e dar minhas grifadas.

Em tempos de aquecimento global, isso é quase uma heresia, não é mesmo?

 
 

A-gosto

Hoje vou participar de um ‘mapeamento de competências’, na instituição na qual, a-gosto de Deus, trabalharei.

Depois eu conto como foi, tá?

 
 

CADIMIA NEWS

Meu tênis secou.

 
 

"Você precisa de alguém que lhe dê segurança..."

Segundo uma colega minha, sou a única com quem a tal pessoa ainda mantém algum vínculo. Segundo ela, que é assistente-social, sou a ‘referência de segurança’ da moça.

Apesar da seriedade da situação, achei o termo bastante interessante e ela me explicou que pessoas com algum tipo de desajuste mental sempre escolhem uma determinada pessoa para ser endeusada, para garantir que ‘alguém-me-entende-neste-mundo’.

Fiquei pensando então que eu também tenho, provavelmente, uma ‘referência de segurança’.

E aí, qual é a sua?

 
 

Colheita

Há uma pessoa de minhas relações que está passando por uma fase difícil, no campo profissional.

É uma pessoa de quem gosto bastante, que me abriu algumas portas e sempre foi muito carinhosa comigo, mas que, por uma série de motivos, acabou se indispondo com quase toda a equipe.

Estou chateada pela situação, apesar de ter consciência de que cada um recebe aquilo que planta. Afinal, comigo essa pessoa sempre foi 100% e, mesmo assim, não posso deixar de concordar que ‘aprontou’ com alguns outros colegas.

Enfim, só espero que tudo se defina da melhor possível. Desejo o bem a todos os envolvidos e espero que tudo se esclareça e que a paz volte a reinar.

 
 

Cadimia News ou Que culpa tenho se o tênis estava molhado?

Ontem não fui malhar porque meu (único) par de tênis estava lavando.

Aceito doações.

(Se eu contar o ALÍVIO que senti quando conferi o tênis molhado e me dei conta de que teria mesmo que ficar em casa, tomar um banho demorado e assistir novela das sete, ah, vocês vão descobrir o nível do entusiasmo que sinto pelas incursões na academia...)

 
 

Festa Junina

Aliás, ainda na linha do ‘coisas-que-fizemos-no-sábado’, acho importante recomendar a Festa Junina da ASBAC. Ainda que quase tenhamos sofrido um acidente de trânsito (perguntem os detalhes para o Silvio...), o saldo foi mega positivo.
Acho que nunca participei de uma festa junina tão organizada, profissional mesmo, que, ainda por cima, aconteceu às margens do Paranoá. Namoramos em frente ao lago, assistimos a um bom show pirotécnico, jogamos bingo e tomamos vinho-quente.

Valeu o susto!

 
 

Lavando roupa suja

No sábado, levamos edredons e colchas para lavar. Era uma daquelas atividades que a gente vai enrolando, enrolando e que, quando são feitas, geram a sensação do dever cumprido, de se estar assumindo o controle sobre as coisas.

Gosto disso.

 
 

QUEM SOMOS NÓS?

Vocês já assistiram ao “Quem somos nós”?

É um filme fantástico, que trata do poder do pensamento, sob a perspectiva da física quântica. As observações e reflexões feitas ali são surpreendentes. Vale tanto a pena que passamos para os jovens da Mocidade que coordenamos, e uma discussão muito rica foi gerada.

Curiosidade sobre o filme é que há duas versões. Silvio comprou as duas e nós começamos pela versão ‘estendida’. Arrumamos o circo todo (colchão na sala, pipoca, suco etc.) e, pessoal, quando o filme começou, ficamos olhando um para o outro, de vez em quando. Mais que isso, ficamos parando a fita o tempo todo (‘peraí, dá uma voltadinha aí para eu ouvir de novo’; “caramba, não entendi chongas, volta aí...”).

Só depois de assistirmos ao filme todinho, descobrimos que a segunda versão é mais compacta e muito, muito mais simples, de forma que recomendo aos incautos que não comecem pela versão estendida, mas pela ‘popular’, para que não sejam geradas decepções maiores.

 
 

Pista

Aquele projeto do qual lhes falei está a mil por hora. Acho que nunca estive tão entusiasmada nestes últimos tempos.

Para quem está se roendo de curiosidade, uma pista: tem a ver com realização profissional.

 
 

Troféu Lingüiça

No cinema, eles agora passam, antes do filme, uma série interminável (e revoltante, pois não podemos fugir para atacar a geladeira ou fazer um xixizinho) de comerciais pseudo-inteligentes e, posteriormente, passam as ‘Ùltimas Notícias’.

Ontem, uma das notícias foi algo parecido com “Siena Miller prefere jogar a freqüentar festas de celebridades”.

Informação útil, relevante, capaz de mudar os destinos da humanidade, não é mesmo?

 
 

Cadimia News: Revolta

Ando super revoltada com a falta de revistas de fofoca que assola minha academia.

A gente paga aquele preço todo e eles só investem em aparelhos e caneleiras, esquecendo-se do papel fundamental que as revistas inúteis têm na resiliência das intelectuais à prática dos esportes aeróbicos.

Se eles não melhorarem, vou fazer passeata em frente, carregando cartazes do tipo “PELA ATUALIZAÇÃO DAS CONTIGO” ou “SEM CARAS NÃO MALHAMOS”.

 
 

Cadimia News ou Hipótese para Pesquisa

Já repararam como academias são mais humanas e simpáticas no período da manhã?

Será o período em que os gordinhos se escondem para malhar, dando sorrisinhos simpáticos, de apoio mútuo, para os colegas – também gordinhos – que tiveram a mesma ousadia, a de freqüentar esse templo sagrado da puxação de ferro, vestindo inapropriadas camisetonas confortáveis?

 
 

Homenagem

Minha tia Luísa, que desencarnou há poucos meses, vai virar nome de Posto de Saúde, na cidade onde sempre morou. Era auxiliar de enfermagem ali e agora vai batizar o lugar.

Isso nos dá uma pálida idéia do quanto ela era querida por todos.

 
 

Dúvida Bloguística

Ontem recebi muitas visitas ‘estrangeiras’, que vieram de alguma página misteriosa do Blogger. Por mais que tenha tentado identificar, inclusive com a ajuda do meu analista de sistemas preferido, não consegui.

Alguém poderia me explicar como isso acontece? A única coisa que sei é que bati o recorde de visitas: foram 64 (ohhhh!!).

 
 

Tarefa inglória

É incrível como estudo não rende. Podemos passar umas 4 horas diante dos cadernos e a sensação que temos é a de que não lemos nada, não guardamos nada.

É preciso muita perseverança... e confiança de que a informação ficou guardada em algum misterioso recanto do cérebro, podendo ser acessada na hora mais importante, a da prova.

 
 

Reconhecer é o primeiro passo

Estou lendo um livro espírita chamado “Ícaro Redimido”, de Gilson Freire. O tema básico da obra, um romanção daqueles que adoro, cheio de peripécias e revelações, são os estragos causados pelo orgulho, na vida de uma pessoa (no caso, Santos Dumont).

Identifiquei-me bastante com a obra e cheguei à conclusão de que sou meio doente de orgulho. Quando falo de orgulho, não me refiro à auto-estima, essa sim, fundamental para nosso sucesso no mundo e nas relações com as pessoas. Falo daquela coisa de se julgar superior, melhor do que os outros... Falo daquela coisa que, normalmente, advém de inferioridades mal suportadas e que acarreta inúmeros problemas no cotidiano e na construção da nossa felicidade (segundo a Doutrina Espírita, inclusive, egoísmo e orgulho são as duas chagas da Humanidade).

Obviamente, não pretendo aqui alcançar a profundidade da obra. Quis mesmo foi dar a dica e aproveitar para sinalizar o que tem sido minha luta ultimamente, em termos de melhoria íntima: preciso reconhecer, não apenas em termos ‘verbais’, que todos são iguais e que não há privilégios na Criação.

 
 

SHREK 3

Gostei bastante.

Não percam, que rir durante a sessão é quase inevitável.

 
 

Revendo Paradigmas

Pintei as unhas de vermelho e adorei o resultado.

 
 

Dispersão

A partir desse questionamento sobre as horas que passo em frente ao computador, pensei também bastante sobre o quanto tenho me tornado dependente dele, em detrimento da vida ‘real’, aquela na qual o sol brilha (como foi gostoso caminhar e sentir o calorzinho dele!) e as pessoas fazem tarefas simples e se relacionam entre si, olho no olho.

Essa aderência ao computador tem feito estragos sobretudo na minha capacidade de lidar com a informação. Estou mais dispersiva, lendo demais e refletindo de menos, entendem? Tudo ganhou uma relatividade desatenta, que não me faz bem, e é por essas e outras - coisas como a necessidade de dar sentido ao próprio trabalho, a de dar retorno ao mundo, a de produzir coisas bonitas, das quais me orgulharei no futuro (e que certamente não têm a ver com um despacho, por mais bem-feito que ele seja...) – que assumi comigo o compromisso de ser mais atenta ao mundo, de deixar de ser mero receptáculo de informação e de me esforçar para ser mais sábia, mais lentinha, mais sensível.

 
 

Onde Você Mora?

De licença, pude dedicar minha tarde de quarta-feira a uma ida ao salão. Saí de casa mais cedo, malhei um pouco, almocei num restaurante pertinho de casa e fiz uma caminhada até o salão. Foram mais ou menos uns 20 minutos para ir, em linha quase reta, que apreciei bastante e que me fizeram pensar (pra variar, né?).

Uma das coisas que me chamaram a atenção é que, no horário, o bairro inteiro fica quase todo entregue aos trabalhadores que por ali exercem suas atividades: pedreiros, porteiros, faxineiras... São eles que, grosso modo, efetivamente moram por aqui, vivem suas vidas, passam suas horas. Aqueles que pagam os aluguéis ou são proprietários dos imóveis, por sua vez, na verdade moram em seus empregos, onde passam pelo menos 8 horas diárias, e só costumam passar por aqui à noite, para jantar e dormir, e nos fins-de-semana...

É por essas e outras que estou pensando seriamente em levar um colchonete e uma televisãozinha para a ANA. Afinal, é por lá que passo, inclusive, o meu período de almoço, que costumo gastar, adivinhem só, numa esticada nada saudável no computador, escrevendo os textos deste blog ou navegando aleatoriamente.

 
 

Inspiração

Essa moça da faxina, aliás, é uma graça. Toda fashion, chegou hoje de cachecol e casaco de couro, e acabou de me pedir para tirar uma receita para ela, do site do Jornal Hoje. É que ela quer fazer um quentão sem álcool, que eles ensinaram, na festa junina da paróquia dela.

Não é mesmo muito moderna?

Eu a-do-ro isso, gente alto-astral, animada, que se cuida.

(Vou me inspirar nela, vencer a preguiça e correr para o salão, que estou numa macaquice de dar dó.)

 
 

Dia de Faxina

A moça que limpa o apartamento, de 15 em 15 dias, está por aqui. Confesso que acho estranho, sinto-me meio invadida. É que me acostumei a sair ANTES de ela chegar e a voltar depois de ela ter saído, de modo que, para mim, a faxina sempre foi feita por uma fada que, plim, arrumava tudo sem aquele arrasta e molha e varre das faxinas humanas, que, a propósito, sempre detestei.

Pois hoje é o grande dia em que me dei conta de que, sim, na minha casa também, as faxinas exigem tudo isso...

 
 

Um pouco mais de glamour, por favor!

Já contei que peguei piolho de novo?

Pois é.

De volta ao Escabin.

 
 

O tempo passa, mas certas coisas não mudam

Conversa entre pai e filha, domingo à noite, por telefone:

- Pai, passei o dia inteiro num encontro de jovens espíritas.

- Mas você ainda vai a esses encontros, Issana?

- Fui como coordenadora, pai...

- Ah, booooommmmm....

Nada como a sensata noção que algumas pessoas têm de que o tempo passa.

Só faltou contar para ele que me senti de volta aos EMESUL da vida, toda animadinha.
Mas deixemos o sábio senhor acreditando que realmente amadureci...

 
 

"Quando entrar setembro..."

Já contei que estou com novo projeto no ar???

Quando as coisas se definirem melhor, eu conto.

 
 

Devagar e sempre

“Ganhei” mais dez dias de licença. Médica indicou fugir de computadores e livros que são exatamente minhas duas paixões. Entretanto, não se preocupem (obrigada pelo carinho da lembrança, querida Pri!): a recuperação tem sido lenta, mas constante, e a medida teve caráter sobretudo preventivo.

 
 

DE VOLTA

A cada dia que passa, mais me certifico de que tudo é uma questão de hábito. Escrever no blog, por exemplo, é tarefa que segue uma regra bem básica: quanto mais posto, mais quero postar. Daí, decorre que, quanto menos posto, mais chances tenho de esquecer que o espaço existe, de alimentá-lo com novos textos.

A vida segue seu fluxo e muitas coisas ficaram sem ser ditas e, querem saber? Não fez a menor falta dizer. Ainda assim, diante da consciência de que “viver ultrapassa todo entendimento” e verbalização, continuo por aqui, que hábitos têm fronteiras muito tênues com os vícios.

Continuemos, portanto.

 
 

Para uma Gaúcha

Dia 9 foi aniversário da Ana Paula, fã incondicional deste blog.

Tenho poucas palavras para dizer:

"Parabéns, parabéns, saúde, felicidade!
Que tu tenhas sempre todo dia
Paz e alegria na lavoura da amizade."

 
 

Boa Notícia Dentária

Estão vendo só como às vezes tendemos a ver os aspectos negativos? Me lembrei de contar do siso dodói e esqueci de uma notícia dentária muito melhor: lembram o implante? Já coloquei a prótese e, pessoal, ficou liiindo!

Estou sorrindo com muito mais segurança, sem aquela falhinha do lado esquerdo. O dente parece verdadeiro e não incomoda nem um pouquinho.

Sobre este dente, aliás, vou falar como meninas que colocam silicone: “este dente é meu sim. Fui eu que comprei!”.

 
 

Sob Ameaça

Um dos meus dentes sisos (tenho os quatro... menina de juízo, né?) decidiu doer. Tenho explicado para ele que sisos não são molares e que o destino da categoria ‘sisística’ costuma ser a extração.

Acho que ele entendeu mais ou menos, pois hoje deu uma trégua.

 
 

Ex-alunos

No retorno, em plena rodoviária, me encontrei com um punhado de ex-alunos do seminário católico no qual trabalhei, por anos a fio.

Foi uma experiência maravilhosa, que também contribuiu para levantar meu ânimo. Como disse o meu pai, depois que eles foram embora: “como professora, você deixou mais coisas boas que ruins, né?”. Acho que é mesmo por aí e é uma delícia ver nos olhos dos ex-alunos respeito e afeto sincero.

 
 

Família

Já contei que dei uma passadinha em Três Corações?

Pois é... decidi super em cima da hora, recebi a liberação da oftalmologista e acabei despencando para o sul de Minas.

Como sempre, apesar dos sacolejos da estrada e do fedor de urina e mofo do ônibus, o saldo acabou sendo positivo. Estar com a família é coisa realmente valiosa, capaz de levantar os ânimos e a auto-estima.

 
 

BOLETIM MÉDICO

Olho ainda vermelho, mas perspectivas de recuperação bastante positivas.

Na quarta, volto ao consultório, para retirar os pontos que ainda estão aqui.

 
 

Mocidade

A Mocidade do Centro Espírita Irmão Áureo vai muito bem. É incrível como o trabalho no Bem frutifica. No domingo passado, tivemos uma das reuniões mais bem-preparadas de toda a (curta) história dos nossos trabalhos. Além disso, recebemos visita da Coordenadora do DIJ da Federação Espírita do Distrito Federal, que se comprometeu a nos dar uma força. Vamos, inclusive, participar de um Encontro com o palestrante Alberto Almeida, que tratará do tema “O Jovem e a Sexualidade”.

Como diria o ditado fofinho, “de passinho em passinho se faz o caminho”.

 
 

Mais notícias da irmã

Apesar da fragilidade que vivi, em decorrência da cirurgia, exatamente na época da visita da minha irmã, posso garantir que foi um tempo mágico (“estou em outro mundo”, disse ela). É sempre bom apresentar um pouco da nossa realidade para as pessoas que amamos. É maravilhoso poder mimar nossos afetos.

Registre-se aqui que a menina, estudante entusiástica de enfermagem, fez o favor de dar um piti asmático no Congresso de que veio participar, tendo acabado a manhã do sábado em pleno Pronto-Socorrro do Hran, hospital público de Brasília. Pode-se dizer, enfim, que foi um tour completo: Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes e... Hran!

(Acho que a crise de asma foi deflagrada pelo tempo seco da cidade. Acho tão estranho isso... Para mim, a Capital Federal foi o lugar onde me livrei da rinite crônica que me acompanhava, em Três Corações...)

 
 

Promoção da GOL

Há tantas para contar... Vivo uma fase daquelas, em que a vida atropela o blog.

Vamos tentar recapitular, brevemente:

- Graças à bênção promocional da Gol, o Lucas nos visitou, na semana anterior ä da visita da Isamar. A passagem custou menos de 100 reais (ida e volta) e foi gostosa. Aprecio bastante esses momentos com o meu (p)enteado, que é uma criaturinha muito agradável. Nessa visita, por exemplo, fomos ao churrasco de aniversário de um amigo, e ele passou horas na piscina, inventando histórias e mais histórias: foi o “Viajante Mastercard”, Joseph Climber etc. Dei muita risada.

Também assistimos ao terceiro episódio de “Piratas do Caribe” - que é chato ao quadrado – e comemos comida japonesa, ocasião na qual nos contou qual é o nome da paquerinha da escola. Achei muito legal de ele ter confiado uma informação tão confidencial. Dei alguns conselhos (ele tem 10 anos! rs) e também me diverti com as observações deste iniciante no universo amoroso.

Tenho muita facilidade em me ligar às pessoas, em criar vínculos afetivos. Isso é muito bom, é coisa que quero preservar, para o resto da vida.

Que venham mais promoções!

 
 

Visita Ilustre


A Isamar veio participar de um congresso aqui em Brasília e estou podendo, depois de um ano, abraçar novamente minha irmã.

Isso definitiamente faz parte do elenco das coisas que não têm preço!

 
 

"De olhos vermelhos..."

Tenho explicação para o sumiço. Na terça, ”entrei na faca” e finalmente operei meu olho esquerdo, vítima de pterígio.

Passei os dias anteriores ajeitando as coisas: exame de sangue, acertos no trabalho (minha licença é de 10 dias), depilação e unha (seguro morreu de velho. Já pensou se dá alguma complicação e o pessoal descobre que, na verdade, estava operando uma macaca de olho azul?). O “evento” só confirmou mais uma daquelas minhas desconfianças: os níveis de ansiedade com que me preparo para algumas circunstâncias beiram ao insuportável. Para mim, a pior parte do problema é esperar por ele, conjecturar acerca dele, ‘correr do rastro da onça’, enfim. Não consigo aquele distanciamento tranqüilo e superior, capaz de enfrentar com serenidade as mais difíceis provas. Para mim, a simples perspectiva da prova já é em si uma tarefa de dimensões amazônicas.

Não sei se já contei, mas foi a primeira vez na vida em que entrei num centro cirúrgico. Dessa forma, não me sinto tão constrangida de contar que precisei de ajuda para vestir o avental e que perguntei ao enfermeiro se poderia ficar de calcinha (em outras circunstâncias, tal pergunta pareceria um convite, mas, diante da situação, ela me pareceu bastante conveniente e apropriada, tendo sido respondida com o maior respeito).

Tendo já estabelecido intimamente todos os cenários possíveis e imagináveis, devo confessar que a cirurgia em si não foi tão assustadora quanto imaginava, ainda que tenha sofrido um pouco. Afinal, levar uma injeção em pleno globo ocular, ter que ficar de olho esbugalhado (a poder de uma determinada pinça), olhando para um foco intenso de luz, decididamente não é coisa muito agradável. Entretanto, o que mais me incomodou foi o pano que colocaram no meu rosto e que me impediu de respirar livremente. Várias vezes, durante o procedimento, não pedi que tirassem o foco do olho ou aplicassem mais anestésico, mas que dessem uma levantadinha no pano, para que pudesse respirar melhor.

Saí andando, com um baita curativo no olho. Não tive maiores dores e tenho passado os últimos dias pingando colírios e mais colírios e me entupindo de analgésico (a ausência de dor não é por acaso, né?). Na quarta, tirei o curativo e descobri que meu olho tinha virado uma posta de sangue. Ainda assim, continuo confiando na palavra da médica, que disse ser assim mesmo e que, com o tempo, tudo volta às boas e terei uma aparência menos assustadora. Enquanto isso, como vocês podem imaginar, a resistência à leitura ficou bastante comprometida, de forma que só hoje consegui fazer umas incursões mais extensas pela internet. No momento, por exemplo, teclo olhando para o teclado, e não para o monitor, como é meu hábito, pois a luminosidade me desgasta. Daqui a pouco, volto para a cama, para a próxima ‘sessão colirial’.

Ainda que as descrições acima possam parecer assustadoras, não se enganem. Estou muito bem, obrigada, sentindo-me, inclusive, aliviada por ter dado andamento a uma questão que há anos me incomodava. Se tudo continuar correndo bem, não somente vou recuperar a ‘transparência’ (palavras da médica) dos meus olhos azuis, como também vou melhorar a visão, que já sentia prejudicada por aquela carninha que insistia em avançar pela pupila afora...

Conto com as orações de vocês para que a cicatrização ocorra da melhor maneira possível.