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Issanidades

 

Também já fui assim...

Na viagem para Três Corações, vim ao lado de uma menina que, por coincidência, trabalha no MEC.

Fiquei fascinada pelo jeito como ela lida com o trabalho. É idealista, dedicada, e me falou coisas como “a gente precisa fazer esforço para modificar a própria aldeia” e ‘estou fazendo pelos que chegam coisas que não fizeram por mim e é assim que penso que podemos contribuir para melhorar a situação’ etc.

Confesso que me senti uma velha cínica e desesperançada. Diante dos problemas que ela enfrenta, optei pela saída mais fácil: a porta da rua. Sei que não devo me sentir culpada por tentar outras possibilidades e caminhos. O que realmente me incomoda é que ela se parece muito com uma issana que já fui, fez o tipo de comentários que eu faria, há algum tempo. Acho que cabia perguntar, como a poeta, ‘em que espelho ficou perdida a minha face’.

Em todo caso, ainda que muito do meu cinismo seja irrecuperável, há ainda uma centelha de brilho e vontade de fazer o melhor, independentemente da remuneração, das condições externas, materiais. Só é preciso reacender: que venha 2007, que seja na Agência Nacional de Águas.

 
 

Apenas uma experiência. E como dói!

Estou na casa dos meus pais. Como já disse aqui no blog, é sempre uma experiência. Sim, uma ex-pe-ri-ên-cia. Sem muitos adjetivos ou explicações.

Dizer que é uma experiência significa dizer (e não, eu não estou tentando explicar o inexplicável) que sentimentos ambivalentes eclodem, inevitavelmente. Para o bem e para o mal.

 
 

Aceitação II

Vocês já fizeram planos e eles foram por água abaixo?

Então, sejam bem-vindos à turma!

 
 

Aceitação

É tão difícil aceitar que há coisas não dependem SÓ da gente.

É tão difícil reconhecer que há coisas que dependem da gente, mas que a gente não consegue mudar...

 
 

FELIZ NATAL!

Amigos,
Desejo que este Natal seja momento especial de reflexão e de encontro com a Paz Profunda, que Jesus nos ensinou não podermos encontrar no mundo, mas na construção firme de uma vida pautada por valores positivos e pelo estabelecimento de contatos afetuosos e amorosos com nossos semelhantes.

Beijos,
Issana

 
 

Sabedoria

“As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.” (André Luiz, Francisco Cândido Xavier)

Em outras palavras: engole o choro e vai à luta.
Tem coisa mais adulta do que isso?

 
 

EXAUSTÃO

A vida segue o ritmo: coisas que têm que acontecer acontecem, coisas que não têm que acontecer não acontecem e eu só aqui, fazendo contagem regressiva para dar uma pausa, antes de retornar à ativa.

Li em um lugar sagrado que é preciso ‘saber dar pausas, para olhar os lírios do campo e as aves do céu’.
Não há algo que eu queira mais, no momento.

 
 

Se quer que algum serviço seja feito, dê a alguém que já esteja bastante ocupado

Vou fazer um outro concurso.

Não estou estudando nada, apesar de ter tempo. Isso só confirma algo de que sempre desconfiei, pelo menos no que diz respeito à minha vida: quanto mais estou ocupada, mais tenho energia para fazer outras coisas.
E desta vez, se não passar, nem vou poder dar a desculpa de que "não tive tempo'. Tsc, tsc, tsc.

 
 

Agendão

Tinha feito um post imenso sobre como já tinha passado minha agenda a limpo, do quanto ela é importante para minhas atividades profissionais, pois é companheirinha, vai comigo a todas as reuniões e me ajuda a anotar não somente minhas tarefas e obrigações, mas também determinadas impressões.

Ia dizer que, mesmo em tempos de celulares poderosos e computadores inimagináveis, acho reconfortante passar a limpo a minha lista de telefones de amigos, porque ela me dá a sensação de que não estou só e de que tenho a quem recorrer, na hora da necessidade.

Acho que vocês iriam gostar do post, mas faltou luz na ANA e perdi tudo...

(Como vocês podem observar, além de me acostumar com agendas menos primitivas, também preciso aprender a salvar o que escrevo.)

 
 

Fofoca

Para passar o tempo, estou lendo uma revista chamada VOCÊ S/A. A capa diz o seguinte: “Fofoca: como usá-la a seu favor”.

Então quer dizer que agora fofocar é coisa boa e desejável? E eu que aprendi que fofoca era coisa feia e mesquinha e que cada um deve cuidar da própria vida? Ah, e aprendi também que há coisas que não se relativizam, nem pelo melhor salário do mundo, coisas como caráter e dignidade?

Na verdade, até sei a resposta: eu vou continuar nadando contra a corrente. Graças a Deus!

 
 

SÍNDROME DA ABSTINÊNCIA

Livros são meus cigarros. Quando estou sem nada para ler, fico agitada, sem lugar, com algo me faltando, sabe?

Vício é coisa realmente triste: o que é que vou ler hoje à noite??

 
 

Fator Psicológico

Recebi um dinheiro a mais do MEC, na época em que saí, e, obviamente, vou ter que devolver.

Mesmo não sendo meu, só o fato de ter caído na conta me dá dó de devolver...

É o fator psicológico.

 
 

Power Nap

Trabalhar na Agência tem suas vantagens. Hoje, por exemplo, almocei uma bela moqueca de peixe (sem coentro, viva!) e fui para o carro, que estava providencialmente estacionado embaixo de uma árvore. Abri os vidros traseiros e me deitei, para dar uma descansada.
O barulho dos passarinhos na árvore, aquele ventinho macio...

Quando acordei, já tinha se passado quase uma hora.

Estava calma, tranqüilinha, totalmente relaxada.

Pre-ci-so repetir isso!!

 
 

Parabenívens!!!

Hoje o Ivens, meu outro irmão, vai ter formatura de Ensino Médio.

É MAIS UMA formatura que vou perder.

Paciência, né? Não se pode fazer omelete, sem quebrar ovos.

(Nem acredito que o Ivens já está matriculado na Universidade. A diferença de idade entre nós é de 15 anos e, então, sempre fui uma mãe-irmã dele, sempre o achei um bebezinho e, agora, percebo que o primeiro ano do resto da vida – longa – que ele vai ter já é ano que vem (universidade+emprego+alistamento militar+um monte de coisa), e isso me deixa ao mesmo tempo feliz e nostálgica.

É, estou ficando mesmo velha!)

 
 

Inspiiiiiiiira.................


Ontem, fiz alongamento, na academia. É um clima super legal, a professora apaga a luz, põe uma musiquinha-enya e manda ver nas atividades.

Fico bastante relaxada, mas sempre me desconcentro, quando ela, inevitavelmente, diz:

- Inspiiiiiiiiiiiraaa..............

Não sei se rio do jeito como ela fala esse ‘inspira’, uma coisa assim ‘você-está-relaxando-e-por-isso-minha-voz-está-docinha-mas-não-se-engane-isso-é-mesmo-importante-e-é-uma ordem”, ou da minha bobeira em sempre achar engraçado algo que as outras pessoas nem percebem...

Insanidade, enfim.

 
 

"Quem não se enfeita..."

Comprei um colar bem bonitinho, na Feira da Lua. Achei o Feira fraca, mas valeu pelo passeio.

Aliás, essa é uma outra coisa de que quero cuidar com carinho, no próximo ano: o visual. Afinal, a sabedoria popular não mente: “quem não se enfeita se enjeita”.

 
 

2007: ANO INTERNACIONAL DOS RELACIONAMENTOS

Em 2006, defendi mestrado, trabalhei numa boa escola, passei num concurso público e ajeitei um salário melhor, para o próximo ano, adaptei-me mais ainda ao centro espírita.
Passei por alguns apertos e tive alguns desgostos, mas, como ‘o que não mata engorda’, saí das dificuldades um pouco mais madura e compreensiva.

No final do ano passado, eu tinha clareza do que queria para o ano que chegava e, de modo geral, consegui alcançar todos os macro-objetivos (só faltou um, mas era algo que não dependia só de mim). Para o próximo, no entanto, estou menos centrada em objetivos facilmente mensuráveis, pois quero me dedicar mais às pessoas que, de uma forma ou de outra, convivem comigo.

Percebo que, para dar conta de alcançar meus objetivos, acabo funcionando de um jeitinho meio trator. Gosto das pessoas, aprecio a companhia delas, mas não me DEDICO a elas, entende? A amiga que mora longe, o companheiro de todo o dia, os colegas de trabalho funcionam como molduras agradáveis, que me impulsionam, mas que não constituem um “trabalho”. Meus carinhos, declarações e atenções são aleatórios, dispersos e inconstantes.

Ás vezes, penso que os relacionamentos talvez sejam mesmo para serem vividos, sem cobranças ou esquemas de dedicação. Entretanto, estou apostando minhas fichas em que eles exijam sim uma dose de cuidado um pouco mais direcionado. Sou bastante amorosa, mas meio caótica (para não dizer descuidada) na expressão deste amor e, como isso não me satisfaz, quero dedicar 2007 aos relacionamentos, ao cultivo dos afetos.

Acho que é um bom projeto, não é mesmo?

 
 

Separados na maternidade?

Todos dizem que Silvio e eu parecemos irmãos.

Depois desta foto (Islan e Silvio), tenho que concordar: ele parece mesmo com o pessoal da família Rocha...

 
 

Confissão

Nada me tira da cabeça: peguei piolho.

Ainda não tive a prova material do fato. Apenas a coceirinha clássica. Sei que deve ser porque, quando criança, só não poderia ser chamada de piolhenta porque minha mãe era absurdamente neurótica em relação a isso. Piolhos sempre adoraram a nova geração e era só ela desconfiar de que estávamos coçando demais a cabeça, que vinha com a latinha de neocid, para ‘bater’ no nosso cabelão (era a época do politicamente incorreto, lembram?). Aí, pegava um pente fino e ia “trabalhando’ no cabelo, por horas a fio (fio a fio, eu deveria dizer), até se convencer de que, por enquanto, estava bom, e voltar à carga, dois dias depois, ‘porque as lêndeas já devem ter virado piolhinhos-mirins”. Quando tinha epidemia na escola, era inevitável. Lá ia a D. Marta ralar para manter suas mocinhas livres da praga.

Quando virei professora, sempre pegava também. Desenvolvi inclusive a tecnologia do cabelo preso, que evita os piores ataques, além de um discurso reconfortador para os alunos, em época de campanha anti-pediculose: “meninos, não é vergonha pegar piolho, todo o mundo pega. Vergonha é não cuidar, deixar os bichos crescerem”.

O negócio é que encuquei (nossa, dá cada trocadilho bom, essa história de piolho...) que tem coisa estranha no meu cabelo, comprei escabin e estou lavando, todo dia, desde sábado, pra ver se me livro.

Não vi nenhum piolhinho sequer, mas, toda vez que falo ou penso no assunto, a cabeça coça terrivelmente. Efeito psicológico, talvez, mas não quero correr risco: hoje e amanhã também tem banho de escabin.

E o pior é que, depois desse ‘xampu’, o cabelo fica uma droga, todo ressecado. Meus produtos importados e caros de passar no cabelo vão embora pelo ralo, literalmente.

Amigas, por favor, não me discriminem. Sou piolhentinha, mas sou gente boa.

 
 

Começo da Colheita

Amanhã, é formatura do Islan. Não vou poder comparecer, então já ficam registradas, publicamente, as minhas felicitações.

Este rapaz lutou muito para, finalmente, tornar-se bacharel em ciência da computação. Muitos de vocês não têm a menor noção do que é a vida de um estudante pobre, do que é trabalhar durante o dia e estudar a noite, pagar uma mensalidade maior que o salário e, por isso, ter que batalhar por bolsa de estudo, voltar a pé pra casa, porque a aula termina muito tarde e não tem mais ônibus, deixar de comprar uma camiseta pra balada, para guardar o dinheiro para os livros... Quem tem idéia, sabe o significado dessa formatura.

Parabéns, Islan. Agora, é ter cabeça no lugar, para colher os frutos! (Irmã mais velha sempre dá conselhos sensatos, não é mesmo?)

 
 

MARLEY & EU

Terminei de ler “Marley & Eu”. Gente, que livro divertido! É entretenimento de primeira qualidade.

Recomendo.

 
 

Cadimia News II

Ontem, uma amiga me chamou para comer picanha, com ela, a mãe e algumas outras pessoas.

Respondi que não podia, pois usaria o tempo para malhar.

Falem a verdade: mereço ou não emagrecer?? É disciplina demais, trocar picanha por abdominais!

(Nem eu acredito que fiz isso!)

 
 

Cadimia News I

Academia está ficando vazia. Não, não acho ruim. O único problema é que agora não posso ir embora para casa, no finalzinho da série de musculação, alegando que todos os aparelhos estavam ocupados e não queria esperar para fazer os dois (ou três ou quatro) últimos exercícios. Agora, estão todos lá, disponíveis, inteirinhos para mim, e não posso mais aplacar a consciência: tenho que fazer ou assumir a preguiça.

 
 

Aventurinha de Consumo

Ontem, fomos, Luciana e eu, à BSB MIX, para ver roupinhas. Me apaixonei por uma bolsa e duas blusinhas e, como temos que seguir os instintos e a voz do coração, saí de lá exausta, mas com uma sacolinha, recheada com os três mimos.

Detalhe é que estava com um salto imenso (estava vindo de uma reunião fora da Agência) e o fecho (lateral) da calça deu adeus, em plena Feira, me deixando com os quadris parcialmente à mostra...

Qualquer uma estaria triste, desanimada, voltaria correndo para casa, com as mãos espalmadas, para evitar que a Feira inteira lhe descobrisse a cor da calcinha, mas não eu, Issana Rocha (vocês já viram Hermes e Renato? Quem já viu vai entender a referência que fiz. Quem não viu, está perdendo, pois a referência ficou super engraçada, além de demonstrar o quanto sou antenada). Requisitei a blusa de lá que a Luciana elegantemente trazia aos ombros, compondo um visual clean e descolado, coloquei-a (a blusa, não a Luciana) enrolada na cintura e continuei o passeio, impávida, escondendo minhas partes íntimas e lançando o estilo ‘moça-sem-noção-nenhuma-decide-comparecer-a-um-evento-de-moda-demonstrando-toda-sua-dificuldade-com-a-escolha-do-que-amarrar-na-cintura”;

Afinal, ao fim e ao cabo de tanto esforço e dedicação, o prêmio chegou (ou melhor, foi comprado). É por isso que sempre digo: acima de todas as dificuldades, é preciso agarrar as oportunidades. Mesmo de salto fininho ou calça rasgada, é preciso persistir. Há um pote de ouro (ou umas lindas blusinhas) no fim do arco-íris.

 
 

Pequenas Conquistas

Podem se orgulhar de mim.

Finalmente, consegui ir de casa para o Marista, do Marista para a Agência, da Agência para casa. Sozinha. Dirigindo.

Era coisa que estava adiando há tempos, entregando os pontos para uma mistura de medo e comodismo, que assolava minha disposição para a aventura, mas, agora, não pude fugir da tarefa.

Já tinha experimentado umas incursões (Comunhão Espírita, MEC...), mas, desta vez, atravessei a cidade (ou, como diria a Luciana, atravessei a maquete) de ponta a ponta, na maior tranqüilidade, seguindo placas e mudando de faixa, como se tivesse feito isso a vida inteira.

Sei que vocês devem estar horrorizados: “nossa, como a Issana é boboca (ou, quem sabe, babaca?)!”. Entretanto, só quem vive essas pequenas superações nossas de cada dia para entender.

 
 

DUMBLEDORE

Já descobri com quem o Diretor-Presidente da Agência se parece...

 
 

Só Deus

No domingo, trabalhei num Encontro para crianças e adolescentes que vivem em derredor da Rodoviária de Brasília.

Foi uma boa experiência. Identifico-me com este tipo de trabalho. O tema era “O Céu e o Inferno”. Coordenamos uma turma de adolescentes. Conversamos muito sobre a vida delas. Uma verdadeira tristeza. Todas consomem drogas. Uma delas levava a filha, de uns 8 meses, no colo, e outra, um barrigão imenso (perguntei para quando era o parto e ela respondeu: “é pra março. Infelizmente”).

Essas coisas mexem muito comigo. Fiquei imaginando aquele bebezinho tão fofo, dormindo embaixo do viaduto. Aquela moça de olhar tão doce se vendendo. Aquela outra, tão esperta, cheirando crack.

Diante das meninas, fiquei pensando nas inúmeras vezes em que fechei o vidro do carro, correndo, diante do sinal fechado, em áreas próximas à Rodoviária, morrendo de medo de ser assaltada. Das vezes em que enchi o saco com os flanelinhas agressivinhos, que estão espalhados por toda parte.

Vi o quanto se aproxima da hipocrisia a tristeza que senti domingo, diante da fragilidade daquelas crianças. Só não é mesmo hipocrisia porque, conhecendo meu coração, sei que foi algo autêntico e intenso demais para se resumir à mera piedade barata.

Senti, sobretudo, a responsabilidade social que temos. Mais que isso, percebi que mudar a situação, principalmente a médio prazo, não é tarefa muito difícil. Nosso Centro, que é pequeno e tem poucos trabalhadores, conseguiu fazer uma manhã de domingo gostosa para os meninos, com atividades, comida, reflexões e presentes. Imagine então se as instituições e a estrutura bem-montada que o governo tem fossem direcionadas para ações de abrigo e de educação desse pessoal? É algo absolutamente viável, exeqüível.

Sinto-me perplexa e indignada com o mau uso da máquina pública. Sobretudo nas ocasiões em que me defronto com aqueles que, mesmo sem saber, são os mais atingidos pela falta de honestidade, de decência. Antes de ir embora, uma das meninas deixou a seguinte cartinha para mim. É um desabafo, um pedido de ajuda, uma manifestação de esperança:

“Tia Issanan – sabe aqueles momentos da vida da gente que bate uma dor só a gente sente não da pra esplicar a dor do coração onde achar uma porta que seja saída pra nós condozi de volta pra vida por mais que eu procure parece tudo em vão só Deus pode emtender o que eu sinto no coração vem mim ajudar Senhor por um fim nessa dor nessa dor nessa solidão quem poderá entender o que sipaassa no meu coração – saber o quie meu sôfre só com palavras não entederão. Só Deus.”

 
 

GENINHO

Acabei de saber que a Beatriz foi aprovada para o mestrado, numa grande universidade federal do País.

A classificação? Primeiro lugar.

Isso, porque ela dizia que estava desatualizada, sem leitura, sem bagagem, e achava que não ia dar, porque não se preparou etc e tal.

Imaginem só se tivesse se preparado?

(Parabéns, irmãzinha!!)

 
 

CADIMIA NEWS

Em um mês, já contabilizados um panetone e uma semana inteirinha sem academia, tomei coragem e fui me pesar.

Emagreci 300 gramas.

Como tudo é uma questão de perspectiva, podemos fazer dois comentários básicos:

- o pessimista: caramba, um mês inteiro e só emagreci 300 gramas? Quer dizer que, para emagrecer os 3 quilos restantes, vou levar 10 meses???

- O otimista: mesmo com todo aquele açúcar e toda aquela preguiça, ainda consegui emagrecer incríveis 300 gramas!

 
 

Reflexão de Fim-de-ano

Por que é que a gente participa de amigo oculto no trabalho, se a compra do presente se transforma numa obrigação chata, a ser realizada no intervalo de almoço, sem um pingo de afeto (afinal, em geral, a pessoa com a qual ‘saímos’ costuma nos ser antipática ou, na melhor das hipóteses, alguém com quem nossa relação se reduz a um bom-dia, mugido pelos corredores), e se as pessoas passam uma lista, onde se marca o que se quer ganhar e, portanto, o fator-surpresa se reduz a zero?

Presentes não deveriam ser pensados com carinho, para surpreender pessoas de quem gostamos muito?

(E o pior é que não consigo deixar de participar, a título de permanecer sendo considerada uma mocinha relativamente simpática e bastante sociável...)

 
 

Algo a Mais

Na terça, fizemos reunião no Centro, para organizar o encontro de Natal das crianças (na verdade, o pessoal já está se reunindo há mais tempo, mas a preguiça me impediu uma atuação mais entusiasmada e, então, só apareci por lá nesta semana).

Alguns dos meninos e meninas foram também, para ensaiar uma apresentação artística. Enquanto nos reuníamos numa sala, para falar de presentes e cardápio e doações, outra equipe ensaiava as crianças.

No final, a gente foi ver como estava rolando o ensaio. Meus olhinhos se encheram de lagriminha. Estava muiito bonitinho: eles estavam compenetrados, sérios, caprichando no evento, e o resultado final foi a-do-rá-vel.

É tão bom ver que a vida não se resume a providências-para-melhorar-de-vida-e-manter-a-saúde-e-cumprir-obrigações-e-deveres-e-consumir-coisas!

 
 

SALVA PELO GONGO

Ontem, 18 horas, voltando para casa:

- Hoje não posso faltar à academia, mas, cara, tô numa preguiça danada.

- É, hoje você tem que ir, né?

Suspiro de preguiça profunda:

- Pois é.

E foi então que a luz se fez:

- Ei, hoje não é feriado distrital?? Acho que a academia está fechada!!!

Estava mesmo. Foi encantador ver aquelas portinhas fechadas...

 
 

E eu lá tenho culpa?

Meu irmão mais velho se forma no dia 16. O mais novo acabou de passar no vestibular, na mesma faculdade e no mesmo curso.

Isso significa que, a cada dia que passa, o universo dos homens que me cercam é constituído de gente que entende de computadores...

Será isso um sinal? Um sinal de que posso continuar não entendendo nada do assunto, que sempre haverá um espécime masculino, provedor (para não deixar de usar um termo tão caro a eles...) de informações e soluções inteligentes?

E pensar que sou uma mulher independente, dona do próprio nariz e senhora do próprio destino...

 
 

CONTÁGIO

Cada vez mais acredito no poder dos relacionamentos.

Há pessoas que nos emburrecem. Há outras que nos fazem sentir mais argutas, atiladas, inteligentes.

Há problemas de verdade, quando somos obrigados a conviver com as de primeiro tipo. Se bobear, vamos emburrecendo, a cada segundinho.

(Sou mesmo muito influenciável!)