Se já é impossível servir a dois senhores, imagine só quando eles são três?
1. Há o emprego de onde vou sair. Para conseguir isso (sair), tenho que deixar tudo ajeitado, passar o serviço para o colega, desocupar gavetas, pedir vacância etc. Ah, e além disso, preciso terminar o tratamento dentário, que é bancado pelo patrão antigo e, como não tenho grana para bancar dentista particular (já basta o implante, que estamos pagando até hoje!), preciso correr para restaurar e limpar e ajeitar tudo que (ainda) tenho direito;
2. Há o emprego para onde vou. Por lá, quero já começar deixando uma boa imagem e a chefe nova já me chamou para ajudá-la a entregar um Plano de Capacitação, que vai ser parte da minha responsabilidade por lá e que não tenho experiência em fazer. Então, ainda por cima, estou batalhando, junto à chefia antiga (que ainda é atual, não é um rolo??), para conseguir fazer um curso, que começa semana que vem, e que trata exatamente do assunto. Além dessa correria, há ainda uma série de formulários e documentos, que passei a semana inteira preenchendo e ajuntando e, graças a Deus, coloquei nos Correios hoje.
3. Há ainda o emprego que começou mês passado e que terminará no mês que vem e, que, garotas, é uma sucessão de cobranças por todos os lados, recheadas pelo desconhecimento das regras e pessoas certas (‘para quem peço xerox?’, ‘quem é que me dá a senha para os arquivos compartilhados?”, ‘então não é este o formulário de provas, não?” etc.) e por um prazo microscópico para descobrir e aprender tudo. O pior é pensar que todo esse ‘aprendizado’ vai por água abaixo, pois nem vou poder ficar neste emprego, no ano que vem: não vai dar para conciliar horário. Mesmo assim, tenho que caprichar, para não prejudicar pessoas que confiaram em mim.
Enfim, são 3 senhores bravos e exigentes, que se horrorizam todas as vezes em que sequer cogito de escrever neste blog.
(Hoje fugi deles.)