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Issanidades

 

Mas também não exagera...

Meu ‘não-consumismo’ é tão significativo que chega a ser até uma questão de saúde. Troquei de óculos, no mês passado, e minhas dores de cabeça nos finais de tarde acabaram. O negócio é que os óculos antigos estavam arranhadões e estavam prejudicando minha visão.

Nada em exagero é bom. Nem mesmo desapego consumista...

 
 

Não tenho roupa!!

Quem me conhece sabe que não sou neuroticamente vaidosa. Sou limpinha, mas não vaidosérrima, mas, sinceramente, tenho CERTEZA de que estou completamente desprovidas de roupas adequadas para o novo trabalho. Tudo que tenho está velho, puído, é cheio de decotes que não combinam com o ambiente ou é muito informal.

Antes de vir para Brasília, todo mês comprava uma peça (um sapato, uma calça, uma blusa, um conjunto de roupa íntima etc.), mas, vindo para cá, o dinheiro encurtou e, além disso, perdi os referenciais (vocês já perceberam que acabamos nos acostumando até com as lojas onde compramos nossas coisas? É impressionante!)...

Agora, é recuperar o tempo perdido. E as roupas não-compradas.

 
 

Mudando de assunto...

Estava aqui pronta para escrever sobre cansaço, sobre como minhas férias de 10 dias do final do ano estão se tornando mais difíceis de rolar, sobre como minha pressão está andando estranhamente alta, mas vi que estou ficando repetitiva e que, na boa, essa é a realidade de zilhões de pessoas no mundo. Este blog merece um pouco mais de originalidade, portanto prefiro falar sobre outros assuntos:

- a plantinha que ganhei dos colegas do MEC e levei para casa, devidamente podada por uma moças, já está dando mudinhas fofas;

- o almoço do restaurante da ANA é muito melhor que o do MEC. O critério? Ausência de coentro-blergh;

- li o livro “Mentes Inquietas” e gostei bastante;
- estamos devorando, aos pouquinhos, um panetonne delicioso, o que significa que, lá em casa, o Natal já chegou

 
 

Para não dizer que não falei da Isamar...

Minha irmã tem lido o que ela chama de meu ‘diário quase secreto’ (deveria dizer nada secreto, né?) e me mandou recado: “Issana, fala de mim lá no seu blog”.

Acho que só posso dizer que morro de saudades dela e que tenho um orgulho imenso do modo como ela tem segurado a onda, criando 3 filhos, trabalhando fora e, ainda por cima, fazendo faculdade de Enfermagem.

Pronto, falei!

 
 

MAL-AGRADECIDA ou MURPHY FREQÜENTA CHURRASCOS

No sábado, fomos a um churrasco, promovido pelo sindicato do órgão para o qual o Silvio vai trabalhar.

No meio da festa, eles sortearam alguns brindes: camisetas, canetas e bolinha de massagem (daquelas que são usadas para evitar LER).

Quando o sorteio começou, pensei: “ah, quero que o Silvio ganhe qualquer coisa, menos essa bolinha”.

Ele foi sorteado. Ganha uma linda bolinha azul quem adivinhar o prêmio!

 
 

A que ponto chega um fã!!

Postou hoje?

- Ah, não deu, estava cheiona de serviço.

- Mas eu não fui almoçar com você.

- Ahn?

- É, hoje não fui almoçar com você e pensei que até seria bom, pois lhe sobraria tempo para postar.

- Ah, então quer dizer que você não foi almoçar comigo para eu ter tempo de postar?

- Mais ou menos...

Isso é que chamo de fome de posts.

 
 

Primeiras Impressões

Estou com uma impressão muito boa do lugar. Além de achar as pessoas bastante acolhedoras, a sala ampla e levar menos de 10 minutos, para chegar, sem enfrentar congestionamentos homéricos, também acho um luxo trabalhar ao som dos pássaros, cercada de verde e com direito a fazer ginástica laboral, todo dia de manhãzinha.

Agora, o que não tem preço mesmo são relações interpessoais saudáveis e, pelo visto, vou ter isso por aqui. Graças a Deus!

(Aliás, uma das colegas de quem mais me aproximei, durante o curso de formação, acabou ficando na mesma sala e achei isso ótimo, pois é uma menina com quem simpatizo tremendamente.)

 
 

Enfim, posse!

Na segunda passada, foi a posse. Estava morrendo de vontade que meus pais viessem, para partilhar o momento especial comigo, mas, nada feito. Além disso, o Silvio começou o curso de formação para o novo emprego JUSTAMENTE no dia 20. Estava tão solita que a Ana Paula se comoveu e participou, como representante – substituta da minha família.

Na hora da solenidade, nem acreditei que estava vivendo aquele momento. Tinha querido TANTO que acabei ficando meio passada. Parecia que não era verdade, que estava ali “de visitinha” e deveria voltar logo para o MEC, para trabalhar.

A impressão passou logo e, no outro dia mesmo, já tinha sala, mesa e computador. Ah, e tinha também MUITO serviço, o que, evidentemente, não me assusta.

 
 

DILEMA DE BLOG

Para quem aparece por aqui, meu sumiço não foi assim tão grande, mas posso dizer que muitas coisas ‘postáveis’ aconteceram nestes últimos dias, o que me dá a impressão de que estou há milênios sem pensar.

Isso me remete ao recém-criado (acabei de criar) ‘Dilema de Blog’: se tenho mil coisas para contar no blog, não tenho tempo, pois estou me ocupando de vivê-las. Se tenho tempo, isso significa que não tem coisa muito interessante acontecendo e, portanto, não tenho assunto no blog.

Em outras ‘palavras”:
Tempo = falta de assunto
Assunto = falta de tempo.

Como resolver a equação?

 
 

Inspeção Tétrica

No domingo, foi a inspeção médica para a posse. Para começo de conversa, esqueci os documentos (aloooouuu, já ouviram falar de gente que esquece os documentos, numa inspeção de caráter oficial?? Pois é, sou eu!) e tivemos que voltar, bufando.

Devidamente documentada, enfrentei um calor inacreditável e dois médicos, que descobriram que minha pressão estava 15 por 10. Falei que não sofro de pressão alta e que, pelo contrário, minha pressão costuma ser baixa. Acompanhem o resto do diálogo reconfortante:

- Nós aconselhamos a senhora a ir lá pra fora e ver se essa pressão abaixa. Do contrário, vai na ficha que é hipertensa.

- Huuuummm... mas isso não vai prejudicar a minha posse, não, né?

- Não podemos ainda dizer. Vamos julgar o caso. Então, é melhor a senhora ir lá pra fora e ver se a pressão não cai, para evitar esses problemas.

Nessa hora, estava quase tendo uma síncope:

- Ah, tá.

Fiquei meia hora lá fora, imaginando mil cenários terríveis, em que eu não tomaria posse e veria todo o meu esforço indo por água abaixo, por causa de uma pressão elevadinha, que é coisa inédita para mim. Tomei suco de maracujá (devidamente providenciado pelo meu companheiro das horas boas e das ruins, o Silvio), joguei água no rosto, fiz (ou pelo menos tentei fazer) prece e tudo que imaginava que pudesse melhorar a situação.

Entrei de novo e aí os Doutores Alegria conferiram que estava com 16 por 10 (é óbvio, não é mesmo? Afinal, estava mais que sob pressão) e me disseram que isso não caracteriza inaptidão e que estava liberada.

Precisava me fazer passar por isso, hein? Se não era para impedir a posse, custava me deixar ir embora, logo de cara?

Fui ‘sorteada’ para que demonstrassem o ‘profissionalismo’. Bah! (Ainda bem que passou, ainda bem que passou, ainda bem que passou...)

 
 

GENEROSIDADE

Uma das companheiras da mesa, ontem, pediu um crepe, para levar para a irmã, que não pôde estar presente.

Acho isso de uma delicadeza tão grande... Ela estava ali, se divertindo, mas não perdeu a oportunidade de estender aqueles bons momentos, de alguma forma, para outra pessoa.

Se as pessoas fossem mais assim, menos auto-centradas e mais generosas, certamente seríamos mais felizes.

 
 

BONS MOMENTOS

Fomos comer fondue, com um grupo de amigas. Passamos umas três horas por ali, tomando refrigerante, lutando com as carninhas e pastas e espetos do fondue e principalmente batendo papo.

Sabe aquele papo bem-humorado e ao mesmo tempo profundo, sem descambar para a maledicência?

Pois é, foi assim: bom, de verdade.

 
 

SENHOR DAS ARMAS

Ontem, assistimos a Senhor das Armas, com o Nicolas Cage. Fiquei tão envolvida...

É terrível reconhecer que ainda somos, de uma maneira mais ou menos explícita, mais ou menos agressiva, infelizes mercadores do sofrimento alheio

 
 

"Não faça tempestade..."

Estou lendo o livro Não faça tempestade em copo d’água, de Richard Carlson.

Estou achando adorável.

Hoje mesmo estou tentando colocar alguns conselhos do livro em prática. Para isso, mentalizo coisas como “daqui a 10 anos, esse problema chatinho não fará a mínima diferença”.

Posso dizer que, de certa forma, até que funciona...

 
 

Reconhecimento precoce

Mesmo tendo aquela impressão que já expliquei aqui no blog, de que não estou conseguindo dar o meu melhor no Colégio, devido às pressões múltiplas e à necessária adaptação aos ritmos e sistemas, ontem fui procurada pelo coordenador do ensino médio, que me perguntou se, no ano que vem, pode aumentar a minha carga horária

Reconhecimento é coisa gostosa, sabe?

Mesmo quando a gente sabe que não é lá muito merecido...

 
 

DÚVIDA CRUEL

Comprei um vestido azul-marinho, com bolinhas brancas. No mesmo dia, por coincidência, achei uma sandália revestida com tecido idêntico, nas laterais (na frente, ela é só azul-marinho).

Na hora, achei que estava fazendo um bom negócio. Agora, acho que ficou brega, ‘combinativo’ demais.

Que vocês acham? É para minha posse, e estou morrendo de medo de ficar ‘over’...

 
 

Busque ajuda!

É impressionante o número de pessoas que chegam ao blog fazendo pesquisa sobre ‘violência contra a mulher”. Chegam até aqui devido a uma postagem coletiva sobre o tema, da qual participei.

Para cada visita dessas, que identifico pelo Sitemeter, imagino uma pessoa fragilizada e solitária, tentando escapar das armadilhas de um relacionamento doentio.

Sinto-me na obrigação de deixar então um recado mais ‘recente’ para elas, e acho que o recado fundamental tem a ver com a busca de ajuda.

Mesmo não sendo especialista, e podendo contar apenas com minha experiência, que está muito distante do que muitas enfrentam, acredito piamente que a primeira medida deve ser mesmo buscar ajuda. Não somos auto-suficientes, sobretudo diante de uma situação que é, por si mesma, paralisante. Precisamos dos parentes, dos amigos, da igreja que freqüentamos, do psicólogo, da delegacia de polícia. Compreender que a situação não é culpa nossa e, mais ainda, que não sairemos dela sozinhas (mesmo que o papel mais importante, realmente, seja o nosso), é fundamental para escapar do círculo vicioso do ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.

 
 

Parabéns, Homem-Bala!

O Silvio e mais dois intrépidos integrantes da equipe trabalharam de HOMEM-BALA.

Vestiram-se com balas de todas as cores e, durante o horário das brincadeiras, saíram, de surpresa, correndo, pela chácara afora, com aquela centena de crianças atrás, querendo parte daquele latifúndio balístico.

As balinhas estavam pregadas num barbante, e envolviam o corpo da ‘vítima’. Era super fácil tirar as balas. Isso, se cada criança tirasse balinha por balinha. O problema é que elas (e principalmente umas mães muito das fortinhas) queriam pegar AOS MONTES, a fieira INTEIRA.

No final, mais que homens-bala, eles pareciam múmias de barbante. Múmias suadas e surradas, aliás.

O que não se faz por um ideal, hein?

 
 

Receita Infalível

No sábado, foi o VI Encontro de Crianças do Centro Espírita Irmão Áureo. Gente, não tem como expressar o quanto foi BOOOOMMMM. Olha só a receita:

1. Espaço verde super acolhedor, cheio de árvores e flores e jabuticabas e um porquinho que tinha acabado de nascer;

2. Cento e dezessete crianças, vindas de todas as partes de Brasília, felizes e satisfeitas, e
“amando muito tudo aquilo”;

3. Equipe de pessoas desinteressadas e dedicadas, querendo fazer o melhor (mesmo sem ter muito jeito pra coisa) e dando o melhor de si.

Saí de lá sem celular (perdi o meu, no calor da batalha, mas já encontraram), com as unhas vermelhas de tinta da borboletinha que oferecemos como lembrancinha, e que foi feita de espuma que, por sua vez, não secou a tempo. Resultado: esta que vos fala PASSOU a ferro, durante umas 3 horas, sem parar (e sem reclamar, vejam só isso!), pedaços e mais pedaços de uma espuma sem fim.
Saí com as pernas meio trêmulas, de tanto andar pra lá e pra cá, ajudando a resolver coisas, mas também com um sorrisão imenso no rosto e uma paz de espírito que, sabem como é? Não tem preço.

 
 

Não se pode servir a três senhores!

Se já é impossível servir a dois senhores, imagine só quando eles são três?

1. Há o emprego de onde vou sair. Para conseguir isso (sair), tenho que deixar tudo ajeitado, passar o serviço para o colega, desocupar gavetas, pedir vacância etc. Ah, e além disso, preciso terminar o tratamento dentário, que é bancado pelo patrão antigo e, como não tenho grana para bancar dentista particular (já basta o implante, que estamos pagando até hoje!), preciso correr para restaurar e limpar e ajeitar tudo que (ainda) tenho direito;

2. Há o emprego para onde vou. Por lá, quero já começar deixando uma boa imagem e a chefe nova já me chamou para ajudá-la a entregar um Plano de Capacitação, que vai ser parte da minha responsabilidade por lá e que não tenho experiência em fazer. Então, ainda por cima, estou batalhando, junto à chefia antiga (que ainda é atual, não é um rolo??), para conseguir fazer um curso, que começa semana que vem, e que trata exatamente do assunto. Além dessa correria, há ainda uma série de formulários e documentos, que passei a semana inteira preenchendo e ajuntando e, graças a Deus, coloquei nos Correios hoje.

3. Há ainda o emprego que começou mês passado e que terminará no mês que vem e, que, garotas, é uma sucessão de cobranças por todos os lados, recheadas pelo desconhecimento das regras e pessoas certas (‘para quem peço xerox?’, ‘quem é que me dá a senha para os arquivos compartilhados?”, ‘então não é este o formulário de provas, não?” etc.) e por um prazo microscópico para descobrir e aprender tudo. O pior é pensar que todo esse ‘aprendizado’ vai por água abaixo, pois nem vou poder ficar neste emprego, no ano que vem: não vai dar para conciliar horário. Mesmo assim, tenho que caprichar, para não prejudicar pessoas que confiaram em mim.

Enfim, são 3 senhores bravos e exigentes, que se horrorizam todas as vezes em que sequer cogito de escrever neste blog.
(Hoje fugi deles.)