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Issanidades

 

BLOG DAY

Comecei a blogar há uns três anos. O nome do primeiro blog era www.madreperola.ig.com.br. Na época, ainda tinha a pretensão de ser anônima. Depois, decidi assumir minhas “issanidades” e mudei para o endereço novo.

Há pessoas que falam horrores de experiências terríveis de se ter um blog. De minha parte, o Issanidades só trouxe coisas boas. Em primeiro lugar, ao escrever, faço um registro em formato quase que de um diário que tem servido para guardar minhas impressões e vivências de um determinado período de vida. Lendo o Madrepérola, por exemplo, às vezes enrubesço, pelas bobeiras que pensava na época (época na qual, aliás, eu me considerava super madura). Mesmo com todas as bobeiras, fico imaginando que, no futuro, vai ser um espaço bem interessante para eu entender meus 30 anos...

Além disso, ter um blog me obriga a escrever, quase que diariamente. Como escrita é uma questão de treino, este espaço acaba me servindo para aprimorar, inclusive, meus textos profissionais.

Uma terceira vantagem de se ter um blog é a possibilidade incrível e maravilhosa de interação. Por meio do blog, conheci pessoas muito legais e fiz algumas amizades bonitas. Algumas mais superficiais, outras mais sólidas, mas todas gostosas de se vivenciar.

Ultimamente, inclusive, montei um novo blog, chamado “O Pequeno Espírita” (www.pequenoespirita.blogspot.com ), com textos que tenho escrito, para evangelização de crianças. Não o divulgo muito por aqui, por achar que são duas facetas minhas que não necessariamente devem se misturar, mas, no Blog Day, resolvi me auto-indicar, pois uma das propostas é indicar 5 blogs interessantes (e eu me acho super interessante – hehehe).

Os endereços que estão na lista da direita são queridíssimos. Visito-os quase todos os dias e nunca deixo de enriquecer minha vida, acompanhando as histórias, experiências e opiniões das pessoas que os escrevem. Não comento em todos eles, pois sou meio tímida e não faço mediazinha do tipo “ei, te visitei, agora me visita!”, mas sou muito agradecida pelo trabalho dessas pessoas, que tiram tempo de suas vidas (quase todos têm vida super atribulada) para nos deliciar. Como todos são muito queridos, vou aproveitar o Blog Day para “indicar” outros 5 blogs, que ainda não estão na minha lista, mas que descobri ultimamente e que são sérios candidatos a integrá-la:

- Bia Badaud – www.biabadaud.blogspot.com
- Simples Assim – www.simplesassim.or/blog
- Meu Emagrecimento – www.meuemagrecimento.blogger.com.br
- Bocozices – www.bocozices.blogspot.com
- Uma Malla pelo Mundo – www.umamallapelomundo.blogspot.com

A minhas amigas blogueiras, um abraço carinhosíssimo. Espero que me façam companhia por muito tempo!

 
 

Seis Coisinhas

Atendendo ao convite da querida Sabrina (www.jardimdosgirassois.blogspot.com), gostaria de apresentar aqui seis coisinhas sobre mim:

1. Sou extremamente responsável. Não perco papéis nem compromissos, estou sempre dentro do horário, confiro a chavinha do gás e as janelas, antes de dormir, e gosto de ter caixas e mais caixas de leite e de produtos de limpeza, por precaução;

2. Assim como a Sabrina, sou super ansiosa. Planejo tudo nos mínimos detalhes (afinal, sou responsável, não é mesmo?) e imagino mil e uma possibilidades das coisas darem errado, o que me faz sofrer por antecipação e aguardar os eventos com o coração disparadinho, a alma inquieta.

3. Não me localizo bem espacialmente (ou seja, até hoje não sei fazer baliza), não sei o que é coordenação motora (ou seja, não sirvo nem para fazer recorte de pré-escola) e nem por isso deixam de me considerar inteligente (estranho, não é mesmo?)

4. Em relação à família, sou tribal e visceral. Ponto.

5. Faço questão de ser honesta e de ter posturas éticas. Por isso mesmo, estou tentando eliminar maledicência e fofoca da minha vida.

6. Não sou de me entusiasmar facilmente. Não acredito em almoço-grátis. Confio absolutamente em Deus, e essa é a única certeza que tenho.


Adoraria saber 6 coisinhas sobre a Tathy (www.tathyviana.com.br) e sobre a Giorgia (www.coisasbobas.blogspot.com).

 
 

E viva a diferença!

Hoje, participei de reunião com um grupo de chineses, aqui no MEC. O tema era o ensino da língua materna e das línguas estrangeiras, no Brasil.

O tempo todo eles ficavam perguntando: “mas vocês não têm um órgão central para dizer qual é a língua oficial?”, “quem é que diz que o dicionário está de acordo, vocês não têm um órgão para isso?”.

Eles tentavam entender a partir de uma lógica centralizadora, de controle mesmo. Eles arregalavam os olhinhos e balançavam a cabeça, achando inacreditável que, no fim e ao cabo, um País da dimensão do Brasil falasse a mesma língua (e mais 170 indígenas, mas isso é outra história), com uma gama de sotaques e variações imensa, sem que houvesse um mandatário, referendando e organizando tudo.

 
 

História de uma mulher sem luz

Passei mais de 5 horas, ontem, sem luz, dentro do apartamento, sozinha (justo ontem o Silvio tinha que ajudar a instalar um não-sei-o-quê, na Procuradoria de Sergipe, e só chegou bem tarde).

Pensei que, em Brasília, não fosse viver perrengues tão assim, próprios da roça. Mesmo lá, no interiorzão de Minassss (agora, vou encher a boca para falar!), nunca a interrupção de energia elétrica foi tão duradoura. Imaginem só, isso aqui é Capital Federal, moro numa região bem valorizadinha e, mesmo assim, foram 5 horas de suplício!

Sim, suplício. No começo, até achei legal. Tudo em volta ficou muito silencioso e tirei uma sonequinha, meditei um pouco. Depois, acendi uma vela (deveria ter acendido muitas outras, pra tentar agilizar o processo), olhei para a rua (breu total, com aqueles prédios distantes iluminadinhos que a gente olha e dos quais sempre sente inveja) e ouvi um motoboy se esgoelando, do lado de fora: “olha o remédio”, “o remédio chegou” (o coitado não tinha como avisar, pelo interfone, que tinha trazido a encomenda, então o recurso foi dar um show, no meio da rua, para ver se uma boa alma se conscientizasse de que aquele barulho estranho lá fora era, sim, o remédio que tinha chegado.

Lá pelas nove, vi que não daria para pôr a roupa para bater na máquina, tomar um banhão demorado, assistir a TV, todas essas atividades prosaicas que permeiam nosso cotidiano e que precisam de energia, mesmo que a gente não se dê conta disso. Decidi dormir de novo (que mais se poderia fazer?), louca para tomar um banho, mas sem coragem de enfrentar água gelada.

Quando acordei, lá pelas 11, a luz tinha voltado e tive que me arrastar, sonolenta, para o tal do banho tão aguardado e desejado. A roupa ficou para lavar hoje e a novela, perdida.

Incrível como uma coisa tão simples pode causar tanto desconforto, né?

Pior foi acordar às 2 da manhã, com um alarme disparado lá fora, esticar a mão e perceber que o Silvio não tinha chegado. Nossa, que desespero! Eu e meu otimismo maravilhosos já imaginamos coisas positivas como “ah, deve estar num hospital” ou “deve estar no necrotério, sem identificação, coitadinho, e eu aqui, dormindo...”.

Liguei para o trabalho e não era nada, graças a Deus.

Que noite!

 
 

A Espanta-Coentro

No lugar onde o Silvio trabalha, hoje foi dia do restaurante oferecer comida baiana.

D. Issaninha Nada de Coentro tem a cara-de-pau de experimentar, prato a prato, o nível de coentrice presente nos alimentos. Ponho um pouco (bem pouquinho mesmo) no prato e, com a ponta dos dedinhos, deu uma experimentada.

Fico imaginando o que passa pela cabeça de quem está atrás de mim, na fila: “nossa, que mulher esquisita! Por que será que ela prova tudo?” ou “nossa, que fome a dessa mulher! Será que não dava para esperar ir para a mesa, não?” ou “ai, que azar!Fui cair justo atrás dessa mulher empata-fila”.

Não seria muito mais fácil se coentro deixasse de existir?

 
 

Afinidade

Há umas coisas que só mesmo uma sintonia fina pode explicar. Minha irmã, que mora em Pernambuco, me ligou ontem, bem de manhã:

- Oi, Issana, tudo bem?

- Tudo bem, sim. Isamar. Sabia que eu ia te ligar hoje à noite?

- É?

- Então, tive um sonho com você, mortinha. Lembro de pegar vc meio no colo, e seu cabelo loirinho (ela é bem loirinha mesmo) caindo pelas minhas pernas. E você, morta da silva.

- Menina, que assustador... E se eu te falar que liguei porque sonhei que estava enterrando você??

Não é mesmo incrível, a gente ter tido o mesmo tipo de sonho, na mesma noite?

Provavelmente, estivemos juntas, durante o sono, envolvidas em alguma atividade, que foi desagradável para ambas. Alguém tem outra explicação?

 
 

Dica Literária

Estou lendo um livro muito legal, chamado “Qualidade de Vida e Espiritismo”, de José Carlos Leal. Tem muita coisa ‘viajante’ na literatura espírita (principalmente na mais contemporânea), mas esse tem aquela sabor-doria tão gostosa, que vem de muita reflexão e trabalho íntimo.

Estou lendo a cópia em pdf, que uma colega do MEC me passou, e não sei se o livro é fácil de ser encontrado. Quem quiser uma cópia, é só falar nos comentários, que eu encaminho por e-mail. Afinal, o que é bom é pra se divulgar, não é mesmo?

 
 

Banca Amiga

Descobri que, na banca de revistas do MEC, eles vendem revistinhas da Turma da Mônica, embaladinhas 3 a 3, por r$2,99, ou seja, pelo preço de uma, podem-se levar três.

Um bom negócio, enfim, principalmente para uma viciada como eu. A-do-ro essas revistinhas. Cheguei a “assinar”, uma vez, para o irmão mais novo (não me perguntem quem era que abria primeiro o embrulho, todo mês...), mas acho muito caro, pois costumo ler uma delas (inteirinha) num período assim de uns 5 minutos.
Com a promoção da banca amiga, vou me esbaldar!

 
 

Fome Insana

Ontem, não almocei (fui ao dentista e, para ‘pagar o horário’, acabei ficando sem almoço). Então, cheguei em casa, lá pelas cinco e meia da tarde, e fiz arroz, feijão, salada e ovo frito.

Parecia um manjar. Tô enjoada de comida de restaurante, o que provoca a inusitada situação de me deliciar com a gororobinha que eu mesma faço

O que não faz a fome, hein?

 
 

E SE FOSSE VERDADE?

Vocês já viram este filme? Nossa, que delicinha mais deliciosinha. É uma comédia romântica, com toques espíritas.

Recomendo, no nível 10 de gostosura.

 
 

Aventura Automobilística - Parte Final

No outro dia, na oficina, falei baixinho para o Silvio:

- Vê se pega os documentos, tá? Não é bom deixar aqui, né?

Dali a pouco, antes de partir, o senhorzinho da oficina diz, com um jeitinho super humilde:

- Vocês não querem pegar suas coisas? Podem levar os documentos e o que for importante.

Fiquei com uma vergonha danada. Ele tinha ouvido meu comentário ‘discreto’.
Saímos dali e fomos para o posto que fica próximo,tomar café-da-manhã. Comentei que estávamos com cara de quem saiu do motel: banhinho tomado, café no posto, partida de táxi. Super suspeito, enfim.

 
 

Aventura Automobilística - Parte IV

Guincho chegou e fomos pra casa. Deixamos o carro dormir ali e, no dia seguinte, chamamos o guincho de novo e levamos para uma oficina.

Quando chegamos, o Silvio me chamou a atenção:

- Olha só, Issana, não tem ninguém olhando...

Coisa impressionante mesmo. Aquele barulhão do guincho, aqueles prédios todos, aquela infinidade de janelas e não havia nenhuma alma viva com os cotovelos na janela, acompanhando o movimento. Ninguém para dar, por exemplo, uma conferidinha se não estavam demolindo o prédio.

Contei para o meu pai e ele esclareceu:

- Ah, seus vizinhos devem ser como eu. Aqui no bairro, sei de tudo que acontece, mas ninguém me vê, fico na minha, até escondidinho...

Entendi. Gente fina também dá notícia da vida dos outros, mas escondidinho.

 
 

Aventura Automobilística - Parte III

Voltei para o lugar do evento e ficamos os dois ali. Detalhe é que, na hora, não sabíamos que tinha sido a correia e então falei para o Silvio “dá uma tentadinha, amor. Quem sabe a gente não dá sorte e ele pega?”. Ele tentou, tentou, tentou, e depois descobrimos que todas aquelas tentativas teriam elevado à enésima potência os prejuízos, pois poderia ter empenado as válvulas.

Dali uma meia-hora, chega o táxi. Siiim, pois pedimos guincho E táxi. Não por ser uma pessoa exigente, mas porque minha filosofia, quando fiz o pedido, foi de que queria dispor de tudo, tudinho que tivesse direito. Não me importaria de andar na boléia do guincho, de jeito nenhum.

Ficamos por ali, fazendo oitocentas e noventa e nove mil perguntas para o cara do táxi, que deu altas dicas sobre o que deveríamos fazer, até o guincho chegar.

 
 

Aventura Automobilística - Parte II

Enquanto o Silvio punha o triângulo para fora, corri para um orelhão, pois Murphy é implacável e o celular do Silvio estava sem bateria (o meu é ‘pai-de-santo’, só recebe chamadas...), para acionar o seguro.

Só quando estava em frente àquelas teclinhas percebi que não conseguia ler nadica de nada, pois tinha dilatado a pupila, no exame. Então, um segurança do prédio em frente ficou segurando o cartão do seguro e me ditando, número por número, ou melhor, ele ditava e me dizia onde digitar. Até hoje não sei por quê não pedi para ele mesmo digitar, já que estava fazendo todo o trabalho e eu era uma espécie de médium.

Bem, falei com o cara do seguro, que estava em São Paulo, pesando no tipo “moça-frágil-com-o-carro-fodido-em-plena-avenida-do-Distrito-Federal-em-horário-de-pico”. Fui tão convincente que o cara me perguntou “a senhora está sozinha?” e tive que responder que não, que estava acompanhada, e ele deve ter dado um “ufa, ainda bem, coitada desta pobre mulher, só faltava estar sozinha”.

 
 

Aventura Automobilística - Parte I

Na quinta-feira, o carro simplesmente nos deixou na mão. Eram 20 horas e estávamos voltando do médico (aliás, descobri uma oftalmo ma-ra-vi-lho-as, que fez uma consulta impecável e cuidadosa. Graças a Deus).

Quando já estávamos perto de casa, e eu tinha acabado de dar um risadão, do Silvio descrevendo a carinha de poodle da Regina Duarte, na novela, o carrinho simplesmente plóft parou. Fiquei falando para o Silvio:

- Ele morreu, Silvio. Morreu! Liga aí! Morreu

E ele:

- Se fosse só isso, né, Issana? Tem mais coisa aí...

Só então meu raciocínio lento se deu conta de que o negócio não era simplesmente uma barbeiragenzinha sem maiores conseqüências. Era correia dentada arrebentada, mesmo.

 
 

CENSURA

Estava lendo uma série de e-mails que mandei para a Beatriz Mandei uns 04, abrindo o coração e falando de assuntos diversos. Então, como tinha escrito pra caramba, imaginei que pudesse aproveitar alguma coisa para publicar aqui no blog.

Gente, é incrível: não consegui achar, daqueles textos todos, NADA que pudesse publicar aqui. Censurei tudo.

Para vocês verem como este blog é dissimulado...

 
 

O negócio é facilitar...

A cada dia, me convenço mais de que, como diria o Alziro Zarur, “as coisas são difíceis para as pessoas difíceis”...

Como sou difícil, geente!

 
 

Sinal dos Tempos

Quando era adolescente, perguntava mil vezes para as amigas:

- Você acha que eu tenho uma chance com ele?

Aí, a amiga dizia que sim e a gente voltava a perguntar, dali alguns dias ou horas ou minutos. Mesmo que ela não estivesse muito certa disso ou, pior, ele nem tomasse conhecimento da gente, ah, era muito gostoso ouvir um “sim,sim, você viu só como ele olhou para você, lá na praça?”

Depois de mais vividinhas, a pergunta muda:

- Você acha que devo dar uma chance para ele?

 
 

DICA

O avô do Silvio é uma super figura, de quem gosto bastante. Lúcido e inteligente, aos 93 anos continua lendo muito e indo para a cama bem cedo (segundo ele, dormir bastante é a receita da longevidade. Que dica, hein?). Está meio surdo, mas isso não impede que participe ativamente da vida familiar. Toda vez que me vê (eu disse t-o-d-a-s) sempre pergunta “mas então vocês mudaram para Brasília?”, eu confirmo e ele retruca “mas você está gostando?”.

Pois bem, ele escreveu um livro de memórias (datilografado e encadernado, mas nem por isso menos interessante), lá por volta de 1995. A Manon, prima do Silvio, deu para ele uma cópia da raridade e nós decidimos transformar os textos em um blog, que eu acho que vocês vão apreciar bastante: http://www.recordacoesdeprata.blogspot.com/ .


Esperamos a visita de vocês por lá. Ah, e, por favor, não deixem de comentar, que vamos ler os comentários para ele... Pode ser?

(Afoto que está lá é do Silvio, que, hoje mesmo, vamos trocar por uma do avô, para vocês conhecerem o querido Vô Ayres...)

 
 

É desnecessário...

“Tensão não substitui esforço construtivo” (Emmanuel)

Fico pensando no quanto gasto tempo e energia com atitudes ansiosas e tensas, sendo que o melhor é construir, me esforçar, mas sem estresse desnecessários. Afinal, as respostas da Vida chegarão, mais cedo ou mais tarde, trazendo sempre o melhor para nossa evolução.

O negócio então é relaxar e deixar rolar, o que é difícil, mas necessário.

 
 

Preciosidade

Ontem, no elevador, uma desconhecida se dirige a mim:

- Você andava sumida, hein?

Olhei para a senhora, encantada:

- É verdade, estava de férias e, depois, tirei uma licença...

- Não estava te vendo por aí, nestes dias.

- Legal a senhora ter notado. A gente acha...

- ... que ninguém vê a gente, né?

- É, a gente acha que é transparente.

Despedimo-nos e fui para o ponto de ônibus, com a alma leve. Num lugar como o Ministério, lotado de pessoas que vão e vêm e nem mesmo se cumprimentam, o comentário querido de uma pessoa desconhecida é precioso.

 
 

Ipês

No sábado, ouvi no Centro:

- Vejam só, os ipês que estão aí, florindo. Brasília está belíssima, com todos esses ipês. Pensem, amigos, isso é uma mensagem para a gente: enquanto todas as outras plantas estão ressequidas, os ipês iluminam nossa existência. Percebam que Deus coloca flores em nossas vidas!


Isso me tocou tanto, sabe? Achei muito joinha o jeito como ele conseguiu transferir uma experiência do nosso cotidiano (os ipês que nascem, na Brasília seca) para a vivência espiritual de cada um...

 
 

Independência Gastronômica

No sábado, me animei a cozinhar. Escolhi fazer yakissoba, pois estava morrendo de vontade. O detalhe é que não tinha a mínima idéia sequer sobre como começar.

A primeira providência, então, foi me informar na internet, achar uma receita legal. Fucei daqui, fucei dali, e achei uma que pareceu interessante.

Coloquei o pobre do Silvio, parceiro de aventuras culinárias desastradas, para buscar o que faltava, no supermercado. Quando ele chegou, comecei a fazer o negócio.

Tinha que ter gravado, pra colocar no YouTube, a graciosidade e a naturalidade com que me dediquei à tarefa. Foi quase uma comédia, com pinceladas de drama. Dava uma corridinha para o computador (pra conferir a receita, pois não temos impressora), uma mexida na panela, uma ajeitada no macarrão, uma corridinha para o computador...

A certa altura, achei que tudo tinha dado errado e pensei “ah, meu Deus, quanto comida jogada fora... quanta criança passando fome e eu aqui, desperdiçando... que pecado”.

O bom é que não tinha dado errado, não.

Ainda bem. Comemos e até recebi elogios entusiasmados da minha cobaia.

Senti-me super independente. Adoro o prato e achava que era mais sofisticado, coisa para dias (e cozinheiros) especiais. Agora, posso fazer quando quiser e isso é o supra-sumo da independência gastronômica.

A receita é fácil. Para provar isso, basta dizer que até eu consegui. O endereço, pra quem se animar, é http://tudogostoso.uol.com.br/receita/2085-yakissoba-da-casa.php
Bom apetite!

 
 

Frustração e aprendizado

Tenho pensado um pouquinho sobre frustrações. A vida tem feito pensar, aliás.

Como tenho uma perspectiva otimista em relação à vida, cada vez que me frustro procuro ver o aprendizado possível. Obviamente, nem sempre consigo aprender, mas a tentativa é sempre essa.

Ultimamente, meu aprendizado tem sido de humildade e de paciência. São lições duras, provenientes dessas frustrações, mas que fazem crescer e, se fazem crescer, me interessam, enquanto durarem (e nem mais um minuto a mais, por favor!).

 
 

LIDERANÇA

Ontem, no Aprendiz 3 (meu Deus, minhas referências agora são t-o-d-a-s televisivas. Socorro!), ouvi uma frase super legal. Estava assistindo com o Silvio e, na mesma hora, olhamos um para o outro, com aquela cara de "isso merece um comentário"

Segundo o Justus (ai, minhas referências), o verdadeiro líder é aquele que produz LUZ, e não calor. É aquele que sabe iluminar, sem sufocar.

Vai dizer que isso não é legal?

 
 

Tem mais gente doida no mundo...

m dia desses, conversando um dos cunhados, descobri que ele também adora documentários do tipo "formigas-são-organizadas-e-já-nascem-sabendo-o-que-fazer-e-que-maravilha-a-natureza".

Ficamos mais de meia hora falando sobre isso. Comentei com ele, inclusive, que só tinha coragem de ver os documentários quando náo havia ninguém na sala, pois sempre "desconfiei" de que, para os outros, isso é uma chatice. Ele, por sua vez, disse que o presente ideal para ele seriam DVDs de bichos.

Acho que vou criar uma comunidade no Orkut: "Eu gosto de ver documentários demorados sobre animais".

Alguém já quer se inscrever?

 
 

CASOS DE FAMÍLIA

Tenho uma (outra) fraqueza a revelar: a-do-ro aquele programa que passa no SBT, lá pelas 4 da tarde, e que se chama "Casos de Família". Para quem não conhece, a apresentadora vai questionando as pessoas (muito simples, todas elas) sobre os problemas que vivenciam. A platéia vai dando pitaquinhos e, no final, uma psicóloga e a apresentadora dão pitacões definitivos.

Ontem, o assunto foi "Minha mãe é muito controladora".

Acreditem, não estou sendo irônica. Gosto mesmo do programa. Acho tudo que diz respeito a pessoas muito interessante.

(Preciso voltar a trabalhar logo, vocês não acham?)

 
 

São Google

omo o ouvido está doendo a cada vez que engulo, sou, neste momento, uma pessoa monotemática, que, inclusive, faz exaustivas pesquisas no Google com as mais diversas combinações das palavras "enxerto-seio maxilar-implante".

Por via das dúvidas, tenho dentista à tarde, para ouvir uma outra opinião, além da do São Google.

 
 

Vício Triste

Silvio reclama o tempo todo que eu não estou postando. Afinal, estou tendo tempo e tal e coisa.

O rapaz está viciado no blog. Tsc, tsc, tsc.

 
 

Quico

Descobri, nestes últimos dias, que, e m casa, com a boca to-tal-mente inchada, pode-se fazer coisas interessantes como bochechar com Perioxidin ou enfiar um pedacinho de pão, manteiga e esforço goela abaixo.

Enfim, mas tudo vale a pena por um sorriso perfeito. Não vejo a hora de recuperar o talzinho, que ficou perdido nas mãos inexperientes de uma dentista recém-formada de Três Corações e no tratamento de canal malfeito com que ela brindou meus dias.

Agora, estou fazendo o tratamento com um super profissional aqui de Brasília, gastando o que posso e o que não podemos (Silvio e eu, juntos!), mas com maior segurança e direito a baratinho de 2 horas e meia: simplesmente não vi nadica de nada do que aconteceu durante a cirurgia, pois tomei uma bendita anestesia e dormi, dormi. O dia inteiro, para ser exata.

O mais legal foi acordar e ouvir da médica, do dentista e da assistente:

- Olha só, e ele acompanhaou tudinho, não perdeu nada!

"Ele", no caso, é o Silvio, que tem sido meu anjo da guarda: lembra o horário dos remédios, busca comida (homem-provedor é isso aí!), me vira para o outro canto, quando, dormindo, me deito em cima da cirurgia...

Em síntese, posso dizer que, no momento, sou o próprio Quico do Programa Chaves, uma coisinha assim bochechuda e mimadinha.

 
 

Sobre blogs fechados e blog encontrado

Dois blogs queridos fecharam as portas: Rapa Nui e Respira pela Barriga.

Vou sentir muita falta, pois os visitava religiosamente. É incrível como nos “apegamos” a alguns blogs, não é mesmo?

(Em compensação, estou rolando de rir no http://www.suburbiatales.com.br/). Recomendo.

 
 

Equilíbrio

Há uns 13 anos, comecei a dar aulas para adolescentes. Cristo Redentor, como era horrível! A garotada se dependurava nas carteiras, jogava papelzinho, desobedecia. Eles simplesmente se encantavam diante daquela menina ali, quase da idade deles, e que não tinha a menor noção do que fazer. Cada entrada em sala de aula era um martírio. Contava os segundos para o sinal tocar. Tinha horror da segunda-feira. Me arrastava, enfim.

E sabem o que fiz?

Agüentei, amigos e amigas. Agüentei um ano inteiro assim, chamando a diretora a cada sem parar e dando uns gritinhos de vez em quando ( o que já não fiz nesta vida?). Agüentei por um motivo muito simples: tinha que pagar minhas contas. Além disso, queria muito ser professora e, no fim, acabou dando certo: num determinado momento, passei a ter domínio de turma e não precisei mais de diretora ou gritos.

Foi legal ter me lembrado do passado. Agora, que tenho uma situação financeira melhorzinha e uma idade mais avançada, fiquei mais exigente e o ‘limiar de suportação’ diminuiu. Qualquer dissaborzinho me deixa muito brava e a tentação de jogar tudo para o alto é constante.
Tenho certeza de que isso não é bom. De jeito nenhum. Há sempre o que aprender nas situações. Enfim, acho que o equilíbrio está mesmo no ‘caminho do meio’, na saudável mistura do esforço para mudar com uma boa dose de paciência para suportar ‘aquilo que não pode ser mudado’.