CRASH
Minha alma foi tocada por este filme. Terminei de assistir tão impressionada que até voltei a sonhar com inundações (já percebi que sempre que sonho com inundações, é porque, de alguma forma, o inconsciente foi atingido, nas suas profundezas. É como se ele estivesse, com a força de uma enchente ou de uma inundação, querendo me atingir - e atinge, pois sempre saio desses pesadelos muito, muito angustiada).
No começo, achei que fosse uma chatice, aquele tipo de filme-cabeça-inteligente que me deixa com cara de “dâ”, doida pra fazer qualquer outra coisa, e não estar ali, refém de uma hora e meia de tédio (filmes que têm lutinhas também fazem o mesmo efeito). Não estava entendendo nada, mas fiquei mais tranqüila quando o Silvio disse que também não estava entendendo lhufas.
Aos pouquinhos, fomos nos envolvendo com o filme e, gente, que es-pe-tá-cu-lo. Um verdadeiro soco na boca do estômago. Ri e chorei, pensei na vida e tive pesadelos. O que todo o mundo diz sobre o filme também foi minha impressão: trata-se mesmo de um roteiro que faz a gente reconhecer (ou lembrar) que pessoas “boas” podem fazer o mal e pessoas “más” podem fazer o bem. Enfim, é a velha história: de perto, ninguém é normal. De perto, ninguém é totalmente previsível. Todos têm cascas e profundidades complexas. Enfim, rótulos podem apaziguar nossa necessidade de catalogar e classificar pessoas, mas são fictícios e inoperantes.
Uma outra coisa que me fez pensar muito foi a relação pais e filhos-adultos. Me identifiquei muito com as cenas ligadas ao assunto. Nossos pais se transformam, em algum momento, em nossos filhos e isso é uma das mais lindas expressões de amor que podem existir. Mais que isso, em algum momento, deixam de ser figuras de autoridade e passam a ser somente amigos, daqueles incondicionais. E que riqueza há nessa transformação! (Sei que as relações são complexas e nem sempre é essa maravilha toda, mas comigo, por dádiva divina, é assim: vivo com meus pais uma relação de carinho, proteção e amizade profunda e incondicional. Legal, né?). Enfim, o filme trata disso, em algum momento, e ‘me encontrei’.
Recomendo.
No começo, achei que fosse uma chatice, aquele tipo de filme-cabeça-inteligente que me deixa com cara de “dâ”, doida pra fazer qualquer outra coisa, e não estar ali, refém de uma hora e meia de tédio (filmes que têm lutinhas também fazem o mesmo efeito). Não estava entendendo nada, mas fiquei mais tranqüila quando o Silvio disse que também não estava entendendo lhufas.
Aos pouquinhos, fomos nos envolvendo com o filme e, gente, que es-pe-tá-cu-lo. Um verdadeiro soco na boca do estômago. Ri e chorei, pensei na vida e tive pesadelos. O que todo o mundo diz sobre o filme também foi minha impressão: trata-se mesmo de um roteiro que faz a gente reconhecer (ou lembrar) que pessoas “boas” podem fazer o mal e pessoas “más” podem fazer o bem. Enfim, é a velha história: de perto, ninguém é normal. De perto, ninguém é totalmente previsível. Todos têm cascas e profundidades complexas. Enfim, rótulos podem apaziguar nossa necessidade de catalogar e classificar pessoas, mas são fictícios e inoperantes.
Uma outra coisa que me fez pensar muito foi a relação pais e filhos-adultos. Me identifiquei muito com as cenas ligadas ao assunto. Nossos pais se transformam, em algum momento, em nossos filhos e isso é uma das mais lindas expressões de amor que podem existir. Mais que isso, em algum momento, deixam de ser figuras de autoridade e passam a ser somente amigos, daqueles incondicionais. E que riqueza há nessa transformação! (Sei que as relações são complexas e nem sempre é essa maravilha toda, mas comigo, por dádiva divina, é assim: vivo com meus pais uma relação de carinho, proteção e amizade profunda e incondicional. Legal, né?). Enfim, o filme trata disso, em algum momento, e ‘me encontrei’.
Recomendo.
