RETROSPECTIVA
AGOSTO
Mês doido e doído. Silvio fez cirurgia dentária no dia 03 e, alguns dias depois, virou o pé, quando chegava para almoçar comigo. Passei o mês de enfermeira, segurando a onda, e me senti bem orgulhosa por ter feito isso, pois acredito que é nos momentos difíceis que provamos nosso amor, nossa fidelidade, nossa constância. Procurei imitar minha mãe, que deu o testemunho de amor mais bonito que já vi. Vamos à história, que, apesar de ter acontecido há bastante tempo, demonstra o quanto somos influenciados pelos bons gestos das outras pessoas. A contribuição que ela me deu se projetou para agora, em que procuro seguir-lhe as pegadas.
Meu pai teve que operar a próstata. Teve que ficar na enfermaria, com dois outros colegas de quarto. Como tinha mais de 60, tinha direito a acompanhante. Apesar de ele ter insistido que “era uma bobagem, você ta cansada, amanhá tem que tocar o restaurante para mim etc, etc, etc”, a apaixonada arrumou uma cadeirinha hiper ultra desconfortável (dessas, que o pessoal leva para a praia!) e PASSOU A NOITE INTEIRA ALI, SEMI-ACORDADA, assistindo meu pai, carregando o soro para ele ir ao banheiro, segurando o balde para ele vomitar, todas essas coisas super românticas e atraentes. No outro dia, assim que cheguei, ela partiu para o Mercadáo, para cozinhar e tocar o negócio DELE.
Se isso não é amor, então o que é?? Quando crescer, quero ser assim!
(Que retrospectiva esquisita, né?)
SETEMBRO
Conheci Fortaleza e Natal. Aprendi muitas coisas, sobretudo em termos de independência, pois viajei sozinha, ou melhor, com colegas de trabalho, e passei uns bons apertos, o que me fez amadurecer, ao lidar com o mundo, ao me virar sozinha e ao encarar as dificuldades.
OUTUBRO
Mês da GRANDE qualificação de mestrado (ufa!) e do referendo, no qual trabalhei e que me proporcionou uma semaninha deliciosa junto a meus pais.
NOVEMBRO
Aniversário do Silvio e da minha irmã, mês de trabalheira imensa com o mestrado, para acertar as sugestões da banca examinadora.
DEZEMBRO
Conheci Teresina, enviei cópias da dissertação e estou aqui, preparadinha para o merecido descanso da guerreira.
Muitos dos aprendizados deste ano não podem, evidentemente, ser abertos, com facilidade, neste espaço público. Entretanto, como disse, 2005 foi o ano de grandes transformações e de intensa semeadura. Espero, sinceramente, que possa colher algo no próximo ano que, por sua vez, apresenta também interessantes perspectivas, em termos de semeadura. Mas isso é papo para um outro post...
Mês doido e doído. Silvio fez cirurgia dentária no dia 03 e, alguns dias depois, virou o pé, quando chegava para almoçar comigo. Passei o mês de enfermeira, segurando a onda, e me senti bem orgulhosa por ter feito isso, pois acredito que é nos momentos difíceis que provamos nosso amor, nossa fidelidade, nossa constância. Procurei imitar minha mãe, que deu o testemunho de amor mais bonito que já vi. Vamos à história, que, apesar de ter acontecido há bastante tempo, demonstra o quanto somos influenciados pelos bons gestos das outras pessoas. A contribuição que ela me deu se projetou para agora, em que procuro seguir-lhe as pegadas.
Meu pai teve que operar a próstata. Teve que ficar na enfermaria, com dois outros colegas de quarto. Como tinha mais de 60, tinha direito a acompanhante. Apesar de ele ter insistido que “era uma bobagem, você ta cansada, amanhá tem que tocar o restaurante para mim etc, etc, etc”, a apaixonada arrumou uma cadeirinha hiper ultra desconfortável (dessas, que o pessoal leva para a praia!) e PASSOU A NOITE INTEIRA ALI, SEMI-ACORDADA, assistindo meu pai, carregando o soro para ele ir ao banheiro, segurando o balde para ele vomitar, todas essas coisas super românticas e atraentes. No outro dia, assim que cheguei, ela partiu para o Mercadáo, para cozinhar e tocar o negócio DELE.
Se isso não é amor, então o que é?? Quando crescer, quero ser assim!
(Que retrospectiva esquisita, né?)
SETEMBRO
Conheci Fortaleza e Natal. Aprendi muitas coisas, sobretudo em termos de independência, pois viajei sozinha, ou melhor, com colegas de trabalho, e passei uns bons apertos, o que me fez amadurecer, ao lidar com o mundo, ao me virar sozinha e ao encarar as dificuldades.
OUTUBRO
Mês da GRANDE qualificação de mestrado (ufa!) e do referendo, no qual trabalhei e que me proporcionou uma semaninha deliciosa junto a meus pais.
NOVEMBRO
Aniversário do Silvio e da minha irmã, mês de trabalheira imensa com o mestrado, para acertar as sugestões da banca examinadora.
DEZEMBRO
Conheci Teresina, enviei cópias da dissertação e estou aqui, preparadinha para o merecido descanso da guerreira.
Muitos dos aprendizados deste ano não podem, evidentemente, ser abertos, com facilidade, neste espaço público. Entretanto, como disse, 2005 foi o ano de grandes transformações e de intensa semeadura. Espero, sinceramente, que possa colher algo no próximo ano que, por sua vez, apresenta também interessantes perspectivas, em termos de semeadura. Mas isso é papo para um outro post...




