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Issanidades

 

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Passamos pela Rodoviária de Brasília, a caminho do trabalho. Quem conhece a cidade sabe que esse é um local de muito movimento, onde as pessoas chegam de manhã, para trabalhar no Plano Piloto, e partem à noitinha, de volta às cidades-satélite.

O sinal de trânsito fecha e as pessoas começam a atravessar a avenida, apressadas. Na minha frente, passam homens e mulheres. Mulheres de cabelos longos. De cabelos curtos. Peles claras e escuras. Roupas coloridas. Roupas discretas. Um brinco aqui. Um salto alto ali. Uma bolsa da moda. Uma pasta de trabalho. Um punhado de sonhos.

Quantas delas apanham em casa? Infelizmente, muitas.

Apanham caladinhas. Afinal, o homem banca as contas. É pai. É tão bonzinho, é só não esquentar a cabeça dele Não se pode viver sem ele. O que as amigas vão dizer? É só não provocar...

Apanham caladinhas porque aprenderam com a mãe que o homem é o chefe da casa e pode “disciplinar” todo o mundo. Que depois do tapa vem o carinho. Que o mundo é assim mesmo, fazer o quê?

A violência contra a condição feminina é cultural, mas não é natural e, portanto, deve ser combatida. Afinal, o uso da força física para fazer valer certos argumentos é a tática mais degradante que uma pessoa pode assumir.

Trabalhei como professora e presenciei muitas situações de violência contra a mulher. Jovens adolescentes que apanham dos namoradinhos. Professoras arrimo de família chegando para trabalhar de olho roxo. Escândalo na porta da escola, com direito a carro guinchando e moça estirada no chão, empurrada pelo marido. Demos conselhos, fizemos denúncia, como escola, mas poucas vezes vi algum resultado. Não vi resultado, mas fiz a minha (pequena) parte, acreditando que em briga de marido e mulher se deve, sim, meter a colher. De preferência, a colher de pau!

Não há respostas fáceis. Acho que uma alternativa (mas não só ela, pois ,como disse, denúncia corajosa e punição severa também são fundamentais!) é a de educar nossas meninas e meninos (já estou falando como professora, hehehehe) a vivenciar corajosamente a igualdade na diferença, a idéia de que os opostos devem se atrair (e não se destruir... é lei da física!) e de que toda violência sinaliza desequilíbrio íntimo e, portanto, deve ser denunciada e punida.

Este post foi coletivamente articulado pela Denise (www.sindromedeestocolmo.com)

 

para este post

 
Anonymous Anônimo me fez feliz e comentou:

isso realmente tem que acabar,as vezes pensamos que isso ja foi esquecido mas isso sempre continua,as mulheres tem que acreditar que tem muito mais força do pensa(doque pensamos)! esse blog esta de parabens por postar isso.

 

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