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Issanidades

 

A CIRANDA DAS MULHERES SÁBIAS

Este livro é da Clarissa Pinkola Éstes, mesma autora do FANTÁSTICO "Mulheres que correm com os lobos". Escolhi pela "grife" e me dei bem: a CIRANDA é daqueles livros que queremos dar para as amigas, que grifamos quase inteirinho, que nos fazem chorar (e olha eu não sou lá de chorar). Ela é psicóloga junguiana, trabalha com fábulas universais, de diferentes grupos étnicos e, por meio dessas fábulas e mitos, trabalha a condição feminina.

Copiei alguns trechos num arquivo de word. Não vou colocar por aqui porque não quero "pesar" o blog, mas, se você tiver interesse, mande um e-mail para issana@gmail.com que eu encaminho a coletânea, ok? Enquanto isso:

p. 20
- Uma bênção não faz com que você ganhe alguma coisa, mas, na verdade, faz com que você use alguma coisa – algo que você já possui -, o dom que nasceu junto com você no dia em que você chegou à Terra. Uma bênção é para que você se lembre totalmente de quem é, e faça bom uso da magnitude que nasceu embutida no seu eu precioso e indomável.


p. 21
- Saiba que você é abençoada, apesar das hesitações, quedas, tempo perdido, certezas, perspicácias e mistificações, pois tudo isso é combustível para avançar...

p. 29
- Como a árvore, não importa em que condições ela esteja acima da terra, exuberante ou sujeita a enorme esforço... por baixo da terra existe “uma mulher oculta” que cuida do estopim dourado, aquela energia brilhante, aquela fonte profunda que nunca será extinta. A “mulher oculta” está sempre procurando empurrar esse espírito essencial em busca da vida ... para cima, para que atravesse o solo cego e consiga nutrir seu eu a céu aberto e o mundo ao seu alcance.

 
 

Teoria dos Jogos

As páginas amarelas da VEJA da semana passada trataram de um tema que me pareceu muito interessante, a TEORIA DOS JOGOS. Quero ler mais a respeito, mas, pelo que entendi, se trata de uma Teoria que busca explicar o modo como as pessoas estruturam suas negociações, como se "harmonizam" (ou não, como diria o Caetano) e articulam interesses diferentes. O "criador" da Teoria (puxa, esqueci o nome), que foi entrevistado e já ganhou o Prêmio Nobel, disse que isso vale tanto para relacionamentos entre pessoas quanto para relacionamentos entre países, e a ideia que achei mais "louca" (apesar de consistente) foi a de que nem sempre manter um postura "pacífica" gera a paz (vide a postura inglesa durante a Segunda Guerra que, ao selar acordos com Hitler, esperando contrapartidas em retribuição a essa disposição para a conciliação, acabou "dando corda" para que a Guerra tenha se transformado no que se transformou). Estou louca para ler alguma coisa mais, pois para mim fez todo sentido. Minha grande pergunta é harmonizar isso aos meus valores cristãos, mas para isso preciso ler mais, aprofundar a leitura. Quem sabe não são hipóteses conciliáveis (afinal, o Evangelho nos estimula dizendo que "seja o seu sim, sim, o seu não, não", não é mesmo?)? Alguém tem sugestão de bibliografia para me passar?

 
 

18/10/09 - A arte de correr na chuva (Garth Stein)

Alguns trechos:

- "Seu carro vai para onde vão seus olhos" - Para onde é que você anda olhando?

- "Parei de aceitar comida de alguém em quem não confiasse totalmente." - Eu também, eu também!

- O melhor de todos: "é inútil ficar irritado com outro piloto por causa de um incidente na pista. Você precisa ficar atento aos pilotos que estão ao seu redor, entender sua habilidade, níveis de confiança e agressividade, e piolotar ao lado deles apropriadamente. É preciso conhecer quem está por perto. Qualquer problema que aconteça, em última análise, foi provocado por você, porque você é responsável pelo que está fazendo lá."

Nem preciso dizer que recomendo, né?

 
 

18/10/09 - Nada me falta

Ouvi um dia desses num programa evangélico uma tradução do Salmo 23 que me fez pensar muito. Eu sempre rezei assim o início da prece: "O Senhor é Meu Pastor, nada me FALTARÁ". Foi assim que aprendi, mas a tradução que eles trouxeram é a seguinte: "O Senhor é Meu Pastor, nada me FALTA."

Gente, isso muda tudo!!

Quando rezamos que nada nos FALTARÁ, isso significa que faltam coisas na nossa vida e que confiamos que essas coisas ainda virão. Quando rezamos que nada nos FALTA, isso significa um entendimento de que as situações que estamos vivendo (inclusive as de carência) são as que necessitamos, são as melhores para a nossa evolução, e, mais que isso, que é possível ser feliz mesmo diante de eventuais "incompletudes". A diferença não é nada sutil, concordam?

Particularmente, tendo a achar que a segunda postura é mais madura. Entretanto, devo confessar que meu estágio evolutivo ainda não me permite todo esse desprendimento...

E quanto a vocês? Conseguem?

 
 

Aninha e o Homem-Desperdício

Olha só que legal o que aconteceu na semana passada (retirei os detalhes, para proteger a privacidade das pessoas:

Prezados membros,


Elaboramos (Issana e Eu) uma peça com o título “A Aninha e o homem Desperdício”, quando trabalhávamos na Capacitação (2006 a 2007).

Naquela época apresentamos para algumas pessoas ( e ninguém deu muita importância e ficamos silenciosas. Entretanto, no inicio desse ano a Presidente Raimunda da COOPERATIVA DE COLETA SELETIVA DE MATERIAL RECICLÀGEM COM FORMAÇÃO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL- COOPERFENIX, que faz nossa coleta, em conversa vai e conversa vem, apresentou os projetos que vem desenvolvendo com as crianças da sua Cooperativa e achei que tinha tudo a vê e entreguei a Peça.

Essa peça foi apresentada na UnB da Ceilândia e foi um sucesso....

Hoje recebi o convite para assistir à peça, que será apresentada, no dia 12.10.2009, às 10h, em comemoração ao Dia das Crianças, para mais de 300 filhos (as) dos servidores da Eletronorte na ASEEL - Associação dos Empregados da Eletronorte (Fone (61) 3242-9854, Endereço: SCES Trecho 1 s/n lt, 1/4 – Brasília. Em anexo convite e a peça.



Não é uma notícia fantástica!!

Acredito que entre esta e outras ações - estamos deixando o nosso legado de Educação Ambiental para as nossas crianças.

Podemos divulgar??


Vou publicar o texto completo no PEQUENO ESPÍRITA. Apareçam por lá!

 
 

Yom Kippur

Amanhã é o Dia do Perdão. Adoro esses simbolismos, sejam eles de que cultura forem. Na semana passada, aliás, se não me engano, começamos o ano 5.770, bem como a primavera. Não há época mais propícia, portanto, para que REALMENTE abandonemos as velhas emoções, os velhos hábitos, os rancores e mágoas antigas.

Libertemo-nos.

Renovemo-nos.

É tempo de novos ciclos.

 
 

Em defesa da TRANSFORMAÇÃO MORAL

Ontem o Evangelho da novena que estou acompanhando tratou da besteira que é tentar colocar remendo novo em pano velho. Isso não dá certo: o pano velho se esgarça e o remendo não "adere".

No espiritismo, defendemos algo que foi nomeado por REFORMA ÍNTIMA. É um termo com que eu particularmente não me afinizo, pois prefiro outro, TRANSFORMAÇÃO MORAL (que, aliás, é o que é efetivamente utilizado por Kardec). Explico-me.

Quando falamos em reforma, seja ela de uma casa ou de alguma roupa, em que pensamos? Em "dar um jeitinho", "ajeitar as coisas", "torná-las mais confortáveis".Trocamos os azulejos da cozinha e do banheiro, tiramos o carpete da sala, pintamos as paredes, a partir de uma estrutura já montada. Entretanto, em termos de nossa evolução, issó só não basta. É preciso repensar a PRÓPRIA estrutura. Repensar e, com muito amor (porque na marra só nos desgastamos!), ir fazendo as mudanças necessárias, "tornar-se homem novo", enfim.

Acho que, quando se utiliza o termo "reforma íntima", dentro da doutrina espírita, é nesse sentido que estou expondo, ou seja, trata-se mesmo de uma questão de palavras, mas, particularmente, sempre me incomodo um pouco com o termo, que perde, a meu ver, um pouco da sua radicalidade essencial.

Obviamente, não penso que isso deveria ser algo para acontecer de uma hora para outra, que num passe de mágica, viremos santinhos. Isso não ecziste, como diria o Quevedo. O que questiono é que não podemos nos contentar com pouco, com mudanças superficiais, que toquem apenas as aparências, sem que um mergulho mais profundo seja feito ("avançar para águas mais profundas", disse Jesus a Pedro). É preciso, enfim, mudar a fôrma (trans-formar) e não meramente repetir modelos, fazendo ajustes de verniz (re-formar).

Viajei, eu sei, mas gostaria de saber a opinião de vocês.

 
 

Vivendo e aprendendo a jogar

O jeito como jogamos Sudoku diz muito sobre a gente.

Eu tenho um livrinho, o pai, outro.

Faço os meus à tinta. Quando está muito difícil, desisto. Procuro os mais fáceis: começo um jogo na página 40. Se estiver muito complicado, vou para a 16 e depois para a 50.

O pai faz a lápis: apaga e refaz o mesmo jogo, inúmeras vezes (com o perdão do trocadilho). Gosta de fazer os mais difíceis e vai "matando" as páginas, uma a uma, em ordem crescente.

Já descobrimos também que nossas "técnicas" são completamente diferentes.

Interessante é que, a nosso modo, ambos nos divertimos.

E você, como joga?

 
 

Campanha "Queremos ler a Ana" ou "Ana, abre um blog!"

Os comentários de vocês são muito especiais. Amo lê-los e quero até desenvolver uma "técnica" para comentá-los (alguém me sugere uma tática, por favor?).

A Ana Pontes, por exemplo, é uma pena que esteja fora do mundo dos blogs, pois tem um texto muito gostoso. Vejam esse comentário dela sobre a questão do artesanato (Ana, editei um pouco, para você não se expor, pois quero publicar no blog público. Se houver algum problema, me fale, ok?) :

Penso do mesmíssimo jeito, Issana... Por isso sou muito, muito sensível ao artesanato e pego briga ou choro se alguém desvaloriza(pego mais briga do que choro, como sabes... eheh).

Uma vez briguei com (...) uma pessoa porque com pouco dinheiro, comprei um porta jóias de palitos de dentes oriundo de um presidío, que custou 15 reais (nunca esqueço!)Nessa época eu vendia o almoço pra comprar a janta e 15 reais eram três pacotes de fralda a menos, no mínimo. Ele me criticou, apontando - oh criatura limitada- a pobreza do material utilizado.

Ele via só palitos. Eu via um trabalho incrível de perseverança, auto-conserto, além de um capricho, Issana, visto em poucos artistas...Cada palitinho abaulado na ponta para caber no mosaico, um verniz delicado, além de um espelho incrustado que ele certamente gastou algum pra comprar. A gavetinha cuidadosamente forrada de papel camurça vermelho, imitando veludo... enfim, o resultado final não era chic, nem fora do comum, mas..."não me amarra dinheiro não ...toda minúcia...". A beleza estava em mil coisas não lidas. Bjs

 
 

Servidão

Não sou a rainha dos bons-modos, mas sempre levo a bandeja, quando me levanto de uma praça de alimentação, e jogo o lixo fora. Tão elementar...

Pior é que convivi durante um tempo com uma pessoa que, por sua vez, argumentava (e não estava de brincadeira):

- Mas, Issana, se todos levarem a bandeja, o que essas mulheres que estão aqui nos servindo vão fazer para ganhar a vida?

Que tal trabalharem em uma sala com ar-condicionado, sentadas, diante de um computador de última geração?

Há pessoas que acreditam mesmo que os outros nasceram para servi-las!

 
 

Guerra Civil

Como diria meu pai, é mesmo o fim-do-mundo a gente ter que prestar atenção em matéria do Jornal Hoje que ensina como se proteger em caso de tiroteio.

 
 

Pet

Logo que cheguei da depilação, falei com o Islan, pois ele havia me ligado umas duas vezes.

A resposta dele, logo após eu tê-lo chamado no GTalk:

- Fiquei sabendo que você foi no petshop.

Até eu tive que reconhecer: foi boa.

 
 

Reflexões de uma depilada

Ontem fiz depilação: pernas, virilhas, buço (só faço muito de vez em quando, pois os meus pelos na área são loirinhos - e sem ajuda química) e axilas. Em relação às axilas, sempre pensei que optava pela gilete porque era mais prático: elas precisam estar em dia e nem sempre tenho pique para ir ao salão dar jeito nuns fiapos.

Pensava errado.

Provavelmente, é porque, num momento aí da minha pré-história (como é que se escree agora?) de cuidados femininos, descobri o PAVOR que é tirar debaixo do braço. Meninas, dói DEMAIS. Muito mais que nas virilhas, eu acho. Fiquei ali, dando uma de fortinha, mas até perdi o ar quando a moça deu aquela arrancada. Meus braços estão doloridos até agora.

Nem preciso dizer que a gilete é minha amiga, a gilete é minha companheira, né?

Entretanto, fica uma dúvida no ar: será que as axilas doem mais mesmo ou eu me ACOSTUMEI em tirar nos outros lugares?

Afinal, como dizia a poeta, a gente se acostuma com tudo, não é mesmo?

P.S.: o título acima ficou parecendo nome de livro escrito pela Bruna Surfistinha, mas não consigo pensar em nada melhor que isso!